sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Acosta mostra surpresa com placar elástico e mantém pés no chão

18/01/2008
Acosta mostra surpresa com placar elástico e mantém pés no chão

São Paulo (SP) - O uruguaio Acosta fez a sua estréia com a camisa do Corinthians na noite desta quinta-feira e não escondeu a satisfação pelo resultado de 3 x 0 alcançado diante do Guarani. O jogador admite que não esperava um placar elástico logo na estréia, mas avisou que o time seguirá consciente de que o trabalho está apenas no começo.

"Foi difícil por ter sido o primeiro jogo. Gostei muito da forma como jogamos, mas não imaginava que fizéssemos três gols. Foi muito bom, mas temos de continuar com os pés no chão porque foi só o primeiro jogo e precisamos manter a forma de trabalhar", comentou.

O meia-atacante não marcou gol, mas participou do segundo tento, quando cruzou para Dentinho estufar as redes. Diante de quase 30 mil torcedores do estádio do Morumbi, o uruguaio avisou que determinação não faltará ao Corinthians na busca pelos pontos.

"Sempre teremos muita determinação e raça, time grande tem de fazer assim. No primeiro tempo, tivemos chances e não aproveitamos. No segundo, ficou mais fácil e fizemos os três gols. A torcida é fundamental para nós porque canta e vibra o jogo todo. Quando está cansado, você pensa em correr ainda mais. A união de torcida, time e professor pode levar esta equipe adiante", acrescentou.

O camisa dez, que só recebeu sua liberação da Federação Paulista no fim da tarde desta quinta, explicou que gostou da forma como foi escalado por Mano Menezes, com liberdade para ajudar na criação e no ataque.

"Sou um jogador que gosto de me movimentar muito. O Finazzi fica mais centrado, e o professor deixou eu jogar como gosto", concluiu.

Gazeta Press / Placar

Ficha do Jogo - Corinthians 3 x 0 Guarani

Gols: Finazzi, aos 20, Dentinho, aos 26, e Finazzi, aos 46 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno Camargo, Cris, Max Sandro, Bruno; Eduardo Ratinho, Acosta
Cartão vermelho: Max Sandro
Arbitro: Philippe Lombard
Auxiliares: Edinilson Corona e Marco Antonio Monteiro Bagatella
Data: 17/01/2008
Estádio: Morumbi, em São Paulo
Público: 29.084
Renda: R$ 522.000,00

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Timão 3x0 Guarani e vídeos dos melhores lances

7/01/2008 - 23h43m - Atualizado em 17/01/2008 - 23h49m

Timão estréia com vitória no Paulistão

Com gols no segundo tempo, Corinthians faz 3 a 0 no Guarani e começa bem o Estadual
Carlos Augusto Ferrari Carlos Augusto Ferrari Do GLOBOESPORTE.COM, em São Paulo entre em contato

Foram 13 reforços desde o rebaixamento para a Série B do Brasileiro, mas quem mais uma vez resolveu para o Corinthians foram velhos conhecidos da torcida. Com dois gols de Finazzi e um Dentinho no segundo tempo, o Timão começou 2008 dando esperanças ao torcedor e venceu o Guarani por 3 a 0, nesta noite de quinta-feira, no Morumbi, pela primeira rodada do Campeonato Paulista.

Com o resultado, o Alvinegro repete o desempenho dos principais rivais na competição, Palmeiras e São Paulo, que também começaram a temporada com vitória. Na próxima rodada, o Corinthians enfrenta o São Caetano, domingo, às 18h10m, em Mogi Mirim. Já o Guarani recebe o Bragantino, no mesmo dia e horário, no Brinco de Ouro, em Campinas.


Timão começa sufocando

A forte chuva que caiu sobre o Morumbi antes da partida não diminuiu o ímpeto dos jogadores do Corinthians. Querendo mostrar serviço para a torcida, o "novo" Timão encurralou o Guarani nos minutos iniciais e quase marcou com Finazzi, aos quatro, acertando o travessão em cabeçada após falta batida por Eduardo Ratinho.

A pressão alvinegra, porém, durou pouco. Com Marcel e Alessandro criando pouco, o Corinthians passou a depender da chegada dos volantes e de lançamentos longos para acionar os atacantes. Para piorar, o Guarani passou a se arriscar no ataque e por pouco não marcou, aos 23, depois que o zagueiro Max Sandro cabeceou e Felipe espalmou.

O Timão só conseguiu assustar novamente, aos 33, quando Perdigão deu um chutão para a área, Finazzi dominou, driblou, mas foi travado na conclusão. Aos 44, foi a vez de Acosta receber pela esquerda, girar sobre a marcação e bater nas mãos de Bruno. No minuto seguinte, o uruguaio cruzou para Finazzi pegar de primeira e o goleiro desviar para escanteio.

Corinthians fura o bloqueio do Bugre

Na volta do intervalo, o Corinthians manteve a estratégia de sufocar nos primeiros minutos. E, mais uma vez, a trave impediu o gol. Logo aos dois, o lateral-esquerdo André Santos cobrou falta e carimbou o travessão.

Para melhorar o poder de criação, o técnico Mano Menezes sacou Marcel e colocou o garoto Dentinho. A mudança não só surtiu efeito como garantiu a vitória. Aos 20, Dentinho cruzou, o goleiro Bruno espalmou, mas a bola bateu em uma das pernas de Finazzi e foi para o gol vazio.

Com mais espaço para jogar, o Corinthians não demorou a ampliar. Seis minutos mais tarde, Acosta avançou pela direita e cruzou na segunda trave para Dentinho desviar de barriga, no canto direito da meta adversária.

No final da partida, aos 43, o lance mais polêmico do jogo. Dentinho invadiu a área pela esquerda e dividiu com Max Sandro. Ainda no chão, o atacante foi agredido pelo zagueiro do Bugre e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Finazzi precisou bater duas vezes para fechar o placar.


Assista aos principais lances da partida


Eduardo Ratinho cruza e Finazzi cabeceia no travessão












Acosta recebe na área, gira, mas chuta nas mãos do goleiro Bruno












Finazzi pega de primeira e Bruno consegue espalmar para escanteio











André Santos cobra falta e carimba o travessão do Guarani











FICHA DO JOGO

CORINTHIANS 3 x 0 GUARANI
Felipe
Eduardo Ratinho
Chicão
William
André Santos (É. Ribeiro)
Bruno Octávio
Perdigão
Alessandro
Marcel (Dentinho)
Acosta (Lulinha)
Finazzi
T: Mano Menezes
Bruno
Messias (Messias)
Danilo Silva
Max Sandro
Jonatas
João Paulo
Bruno Camargo (Dimas)
Lucas (Marcinho)
Paulo Santos
Talles
Cris
T: Roberval Davino

Gols: Finazzi, aos 20, e Dentinho, aos 26 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno Camargo, Cris, Max Sandro, Bruno; Eduardo Ratinho, Acosta
Cartão vermelho: Max Sandro
Arbitro: Philippe Lombard
Auxiliares: Edinilson Corona e Marco Antonio Monteiro Bagatella
Data: 17/01/2008
Estádio: Morumbi, em São Paulo
Público: 29.084
Renda: R$ 522.000,00

Pitacos

1 - Ótimo resultado, 3 a 0! Quase 30 mil no estádio, em uma quinta, com o jogo começando bem tarde, e na chuva!

E enfrentamos o Guarani, enquanto os outros jogaram com Sertãozinho e Guaratinguetá.



2 - Bambis, os queridinhos da imprensa:

O Bambi FC fez dois gols de sorte, e toda a imprensa idolatra a Imperatriz.

A bola bate no Finazzi e entra? Ah ele só faz gol assim... (Radio Bandeirantes)

E ainda o site do Globo Esporte inventa um gol para o Guarani!!! A imprensa esportiva deveria tomar mais vergonha na cara. Impressionante, só tem amador e puxa saco nesse ramo.

Provável escalação de hoje

Provável escalação para o jogo de hoje contra o Guarani, às 21:45:

Felipe; Eduardo Ratinho, Chicão, William, André Santos; Bruno Octávio, Perdigão, Alessandro, Marcel (Dentinho); Lima (Acosta), Finazzi

É HOJE!!!!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Roger vai para o Grêmio

16/01/2008 - 16h01m - Atualizado em 16/01/2008 - 17h39m

Grêmio acerta com Roger por um ano

Surpresa: articulador desembarca em Porto Alegre e se apresenta no Olímpico esta quarta
Da ClicRBS Em Porto Alegre

É Roger o articulador que o Grêmio tanto buscou. O jogador, ex-Fluminense, Benfica, Corinthians e Flamengo, está confirmado como reforço do clube gaúcho para 2008. O meia chegou a Porto Alegre por volta das 16h20m (de Brasília) no Aeroporto Salgado Filho para assinar contrato de um ano com o Tricolor gaúcho. A apresentação no Olímpico será no início da noite desta quarta.

A diretoria ainda não oficializou a contratação, mas o jogador já fala como atleta gremista.

– Eu cheguei com orientações de só falar quando chegar no Olímpico, mas vai ser bom vestir essa camisa. Eu estou feliz – revela o jogador de 29 anos.

Roger chega ao Grêmio, provavelmente, para ser a referência técnica do meio-campo do time de Vágner Mancini. Porém, o atleta prefere adotar um discurso mais cauteloso, até pelo fato de não ter conseguido um bom desempenho durante a temporada 2007.

– Quando chega um grande nome, as expectativas são grandes. Venho de um ano complicado. Vou ter que pedir para o pessoal ter um pouco de paciência – pede o meia, que não realizou pré-temporada em 2008.

– O tempo para eu voltar à melhor forma física é relativo. Vamos ver com o preparador físico. Estou chegando quietinho, vou trabalhar bastante e fazer meu trabalho – completa Roger.

Sobre vestir a camisa 10 do time, Roger diz que não faz questão de número:

– Pode ser qualquer número. O importante no Grêmio são as cores e a tradição – finalizou.

Roger Galera Flores, 29 anos, teve grande desempenho pelo Fluminense antes de ser negociado com o Benfica. No retorno ao Brasil, defendeu o Corinthians, onde foi campeão brasileiro em 2005. No ano passado, teve passagem muito apagada pelo Flamengo.

Índice de Torcidas

O site do globo esporte fez um gráfico da porcentagem de cada torcida desde nov/1993. Sabemos que esses íncices não são tão confiáveis, a margem de erro real deve ser bem alta, mas é um barato fazer as comparações da torcida do timão com bambis, porcos, lambaris e todo o resto.

O link é este http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/0,,MUL261739-4274,00.html

Fabinho vem aí...

TimãoNet - Thiago Augusto Rodrigues


O Corinthians está muito perto de fechar a contratação do volante Fabinho, atualmente no Toulouse, por um ano. O acordo ainda não foi fechado porque os franceses pedem o empréstimo do lateral-direito Eduardo Ratinho por 18 meses, mas a diretoria do Timão só está disposta a ceder o volante Bruno Octávio pelo mesmo período.
- Eles querem o Ratinho, mas estamos refutando. Só estamos dispostos a fazer negócio com o Bruno Octávio, que tem o passe estipulado em 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 4,5 milhões ). Mas o negócio pode ser fechado logo logo - disse Andrés Sanchez, presidente do Corinthians. Fabinho, porém, já comemora o retorno ao clube que defendeu entre 2001 e 2004. O atleta chegou a ser pretendido também por Fluminense e São Paulo.
- Finalmente eles gostaram da proposta e decidiram me liberar. Agora é arrumar as coisas e voar para São Paulo, pois não vejo a hora de reencontrar a Fiel - disse o atleta por meio se sua assessoria.
- Volto para minha casa e volto feliz. Nunca vou te abandonar porque eu te amo, não é assim nosso slogan? Pois pra mim não é diferente. Nos tempos de glória é fácil declarar juras de amor, mas em um momento como esse só mesmo quem gosta do clube de verdade volta. Serei feliz novamente no Parque - conclui Fabinho.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Corinthians promete TV sem censura na internet

Da Folha de São Paulo

Corinthians promete TV sem censura na internet

Presidente do clube diz que discussões nos vestiários serão mostradas sem cortes

Jogadores corintianos ganharão 10% sobre o faturamento da iniciativa, que no Brasil já é feita, com sucesso, pelo Flamengo


EDUARDO ARRUDA
ENVIADO ESPECIAL A ITU

O Corinthians-2008 terá todos os seus passos vigiados. Câmeras prometem registrar todos os movimentos, mesmo os negativos, do time que vai se aventurar na disputa da Série B do Brasileiro neste ano.
A diretoria do clube não esconde: fará o seu "Big Brother", com direito a "premiação" aos atletas e comissão técnica, sócios no negócio.
Os detalhes foram adiantados ao elenco pelo presidente Andres Sanchez, após reunião na semana passada. Segundo ele, tudo o que ocorrer nos vestiários será divulgado na TV Corinthians, que deve ser lançada no início de fevereiro, após o Carnaval.
Ao ser questionado sobre eventuais brigas e discussões, o cartola foi enfático: "Vai pro ar". "Infelizmente, se ocorrer uma coisa dessas, terá de ser mostrado. Nada poderá ser censurado. Afinal, não podemos perder o furo", justificou.
Convencer os jogadores não foi difícil. O clube ofereceu um percentual do lucro obtido com a TV ao grupo. A idéia de dar dinheiro foi de Luiz Paulo Rosenberg, vice de marketing. Ele avalia que os atletas são parte do processo e merecem sua parte. "Os jogadores e a comissão técnica são sócios no projeto. Eles terão 10% do lucro obtido. Serão 24 horas de programação, de conteúdo exclusivo. É uma novidade, e esperamos que dê certo", conta Andres.
Inicialmente, a TV irá ao ar de forma gratuita, veiculada apenas na internet. Depois, uma mensalidade será cobrada dos assinantes. O preço deve ficar em R$ 10 por mês. O conteúdo será restrito a assinantes a partir de março.
A diretoria corintiana ficou entusiasmada com os números obtidos pelo Flamengo, que em um dia teve mais de 1 milhão de acessos em sua TV, que ainda tem seu conteúdo aberto.
"Eu espero que tenha de 200 mil a 300 mil assinantes", afirma o presidente corintiano.
"Eu acho isso bom, é uma jogada de marketing do clube e não vejo problema em ter tudo mostrado", afirmou o atacante Finazzi. Mesmo se houver briga nos vestiários? "Olha, acho que, se isso tivesse sido feito já no ano passado, muitas coisas que foram ditas não teriam sido divulgadas. Aumentaram muita coisa", comentou.
O zagueiro William, que deve ganhar a faixa de capitão do time de Mano Menezes, disse que, com a criação da TV, o Corinthians dá mais um passo para se modernizar.
"Vários clubes europeus fazem isso, e é mais uma maneira de o Corinthians vender sua marca. Principalmente Corinthians e Flamengo, que deixaram de arrecadar com isso", declarou ele. "É muito bom. Uma parceria entre a direção e os jogadores", acrescentou.
Na reunião com Andres, o atleta ponderou que funcionários menos graduados da comissão técnica, como roupeiro e massagista, devem receber um percentual do lucro. A idéia foi aprovada pelos jogadores.

Conheça o esquema tático do Timão

Mano Menezes vai deixar apenas Finazzi no ataque, com Acosta chegando como surpresa

GLOBOESPORTE.COM

O técnico Mano Menezes desenha um Corinthians com apenas um homem na frente. Uma linha de quatro zagueiros e cinco atletas no meio-de-campo, sendo que um deles, o uruguaio Beto Acosta, como aquele que vai encostar em Finazzi, o centroavante de Mano Menezes. Na estréia no Campeonato Paulista, quinta-feira contra o Guarani, Mano Menezes não terá Acosta na posição chave, por isso Lima fará essa função. Perdigão, volante que está se preparando fisicamente, pode ocupar a vaga de Carlos Alberto no futuro, assim com o um volante a ser contratado a posição de Bruno Octávio.



DEFESA
O setor terá dois zagueiros novatos de clube: Chicão será o marcador pela direita e William o homem da esquerda. Eduardo Ratinho, na direita, e André Santos, na esquerda, vão apoiar ao ataque, mas cada um de uma vez. Quando um subir, o outro fica para se posicionar como uma espécie de terceiro zagueiro.


MEIO-CAMPO
O cérebro do time será formado por um volante mais fixo, Bruno Octávio. Mas este vai ser o responsável para marcar pelo setor esquerdo, quando André Santos e Marcel estiverem em jogadas ofensivas. Carlos Alberto faz a marcação pelo lado direito, quando Ratinho e Alessandro apoiarem. Mas este volante também será homem surpresa de Mano Menezes. Ele poderá aparecer como opção pela direita, revezando assim com Alessandro, que ficaria na marcação. Marcel tem função semelhante à de Alessandro, mas pela esquerda. Os dois jogam abertos quando o Corinthians tem a posse de bola, mas perseguem os laterais adversários quando estes atacam. Acosta tem um posicionamento diferenciado e fundamental no esquema. Vai ser um meia, mas que terá responsabilidade de se aproximar de Finazzi, único atacante do time. Acosta terá liberdade para atuar pela esquerda, pela direita e para municiar os laterais e os meias que jogam aberto. É o homem-chave de Mano Menezes no esquema.


ATAQUE
Finazzi fica na frente, esperando receber bolas dentro da área com condição de marcar os gols. Tem obrigação de marcar a saída de bola do rival, quando esta passa pelos zagueiros.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Outra entrevista com mano. Esta mais abrangente

14/01/2008 - 08h20m

Mano projeta ‘feijão-com-arroz’ no início

Em conversa com o GLOBOESPORTE.COM, ele diz que a parte ofensiva será prejudicada
Marcel Rizzo Marcel Rizzo Do GLOBOESPORTE.COM, em Itu (SP) entre em contato

Nelson Coelho
Diário de S.Paulo
Com 12 contratações, Mano Menezes sabe que terá de entrosar o Timão

O técnico Mano Menezes manda um recado aos torcedores corintianos: não esperem goleadas neste início de temporada. Com 12 novos jogadores no elenco, sete deles vão começar o ano como titulares, como apontou o jogo-treino realizado contra a Internacional de Limeira no último final de semana. Ou seja, um time desentrosado. E por isso o treinador corintiano diz que a ação ofensiva será prejudicada. O Timão que inicia 2008 fará o feijão-com-arroz, aponta Mano.

O treinador conversou na manhã do domingo com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM no hotel em que o Corinthians faz a pré-temporada, na cidade de Itu, a 100 km da capital paulista. Gaúcho da pequena Pasto Sobrado, Mano chegou a São Paulo com a fama de todo treinador do Rio Grande do Sul: linha-dura. Mas no bate-papo, que durou cerca de 40 minutos, o técnico apontou ser adepto ao diálogo com seus jogadores. Só não tolera baladas, festinhas e excessos... Veja os principais trechos da entrevista:

GLOBOESPORTE.COM: O Corinthians contratou 12 jogadores. Normalmente, quando um clube reformula o elenco desta maneira tem dificuldades, como foi o caso do próprio Timão em 2004, em época pré-MSI. Você vai ter esse problema para encaixar o time?
MANO MENEZES:
Com certeza. A troca foi necessária, por causa da campanha ruim no ano passado (com o time rebaixado para a Série B do Brasileiro). Alguns jogadores já iniciariam o ano pressionados e isso seria ruim. Por isso tomei a decisão de escolher, neste primeiro momento, atletas que conheço melhor e sei o que podem render. Não temos a ilusão de que nas primeiras rodadas teremos um time montado. Se dermos sorte, não precisarmos mexer muito no time, seja por suspensão ou lesão, esse tempo fica mais curto.

Qual o principal problema desta troca em massa de jogadores dentro de campo?
Com um time desentrosado, a parte ofensiva fica prejudicada. O torcedor tem de entender que, nesses primeiros jogos, vamos ter dificuldade para atacar. Por isso também comecei trabalhando a marcação. Se estiver confiante atrás, pode apresentar melhora na posse de bola e no ataque. Nos dois testes que tivemos até agora (um coletivo e um jogo-treino, com sete gols marcados no total), nosso time teve aproveitamento ofensivo bom. Mas neste início precisamos fazer o feijão-com-arroz. Não posso complicar muito para os jogadores. É o simples.

Sua fama de linha-dura é verdadeira?
Todo técnico gaúcho tem essa fama, não tem jeito (risos). Gosto de profissionalismo. O jogador não pode pensar que pode fazer tudo, toda hora. Tem que ter disciplina. Mas sou adepto do diálogo, sempre. Quando o atleta tem um problema fora de campo, que venha conversar comigo. Tive um problema com o Anderson (hoje no Manchester United-ING) no Grêmio. Ele tem um caráter invejável. Mas eu era cobrado porque ele tinha rótulo de craque e de que podia fazer qualquer coisa. Tanto dentro como fora de campo. E eu o segurei um pouco. Foi bom para a carreira dele. Hoje ele joga no Manchester como volante e arrebenta. E o pessoal reclamava que eu pedia para ele marcar (risos).

"Com um time desentrosado, a parte ofensiva fica prejudicada. O torcedor tem de entender que, nesses primeiros jogos, vamos ter dificuldade para atacar"
Mano Menezes, técnico do Corinthians, sobre o início de 2008
Nelson Coelho
Diário de S.Paulo
Mesmo criticado, Fábio Ferreira ficou por um pedido de Mano, que aposta nele

No final do ano passado, dois jogadores do Corinthians, os zagueiros Zelão e Fábio Ferreira, foram acusados de abusarem das festas no prédio onde moravam. Zelão foi embora (vendido ao Saturn-RUS), mas o Fábio ficou. Qual foi o critério utilizado e você já conversou com o Fábio sobre o assunto?
O critério foi técnico. O Fábio é um zagueiro rápido, que tem velocidade. Acho que tem tudo para se tornar um dos grandes da posição. E sim, eu tive uma conversa particular com ele para mostrar que para se tornar esse grande precisa ter cuidado fora de campo.

Lulinha sempre foi considerado fenômeno nas categorias de base do Corinthians. Ele conta até 297 gols marcados até agora na carreira, mas no profissional passou em branco em 2007. Como você pretende proteger o garoto, que só tem 17 anos?
Já disse que etapas foram cortadas nos casos do Lulinha, do Everton Ribeiro e do Dentinho. Temos de tentar reverter isso. Como? Utilizando eles da maneira correta. Terão oportunidade de entrar no decorrer dos jogos, vão começar algumas outras partidas, mas não serão os responsáveis por salvar o Corinthians.

Você acha que a categoria de base é fundamental para um clube?
Com certeza. É a maneira mais fácil de você contar com jogadores medianos. Esses, que não vão decidir partidas, mas precisam estar no elenco, não precisam ser comprados. Têm de ser feitos na base. E quando você dá sorte e surge um diferenciado você faz dinheiro para manter o trabalho dos garotos. Mas aí tem um problema: muitas vezes o trabalho de técnico, empresário e até de jornalista se confundem. O cara quer treinar, mas quer ganhar dinheiro com comissão em cima de jogador e ainda comentar sobre o time. Se você tiver profissionais sérios, que não façam isso, o trabalho rende.

"O craque tem dificuldade para ser treinador. Porque ele não entende que o cara que ele treina não consegue fazer aquilo que ele fazia"
Mano Menezes, sobre jogadores que viram treinadores

Você participa de negociações?
Não.

Marcel Rizzo
GLOBOESPORTE.COM
Mano acha que garotos, como Lulinha e Dentinho, não podem queimar etapas

Não pergunto financeiramente, mas de ligar para um atleta, convidá-lo a vir para o seu time...
Aí sim. E ligo com uma única intenção: saber se ele quer jogar no meu time. Porque não adianta você contratar um atleta que não esteja interessado em atuar em sua equipe. Teve um caso de 2006 para 2007, no Grêmio. Fui para a Portugal visitar minha filha, que estuda lá, e conversar com o Luiz Felipe Scolari. Nesse meio tempo, aproveitei para falar com o Diego Souza, que poderia voltar. Mas sem tocar em dinheiro.Por falar no Felipão.

Por que você acredita que atletas que não se deram bem na carreira como jogador têm sucesso como treinador? Tem o seu caso (jogou no Guarani de Venâncio Aires), o Felipão, o Luxemburgo...
Na minha opinião, o craque tem realmente dificuldade para ser treinador. Sabe por quê? Porque ele não entende que o cara que ele treina não consegue fazer aquilo que ele faz com tanta facilidade. O cara que foi mediano tem uma visão melhor do que pode tirar de cada time. Por isso que atacantes têm mais dificuldade. Normalmente são mais habilidosos e durante a carreira pouco se importaram com a parte tática.

"Se vou conseguir tudo isso (que conseguiu no Grêmio) aqui (no Corinthians), só com o tempo... Não dá para prever o futuro"
Mano Menezes, que saiu do Sul consagrado pelos gremistas

Você tem amizade com outros treinadores considerados tops? Três deles, por sinal, vão te enfrentar no Campeonato Paulista (Muricy Ramalho, pelo São Paulo, Vanderlei Luxemburgo, pelo Palmeiras, e Emerson Leão, pelo Santos).
Já morei com o Muricy. Quer dizer, no mesmo flat, em Porto Alegre. Quando fui dirigir o Grêmio, ele estava saindo do Internacional. Como ele é amigo do Sidnei (Lobo, auxiliar de Mano), jantamos algumas vezes, conversamos. Tinha bastante contato com o Caio Júnior, que foi meu jogador. Depois teve aquele atrito, mas ainda sou amigo dele (risos). (NR: Antes de Palmeiras x Grêmio, pelo Brasileiro de 2007, chegou ao ouvido de Mano que Caio reclamou da violência gaúcha. Mano respondeu que não adiantava ter óculos modernos para ser um técnico moderno. Caio tem coleção de óculos. O Verdão venceu por 2 a 0).

Divulgação
Site Oficial do Cruzeiro
Na saída do Grêmio, Mano foi homenageado pela torcida tricolor

Conte um pouco de sua carreira como jogador (zagueiro) e treinador.
Como jogador foi curta, no Guarani de Venâncio, por perceber que não teria sucesso. Depois comecei a treinar times da base, no Guarani, no Juventude, fiz estágio com o Paulo Autuori no Cruzeiro, e ia mesclando com trabalhos no profissional do Guarani. Até chegar à base do Internacional. Depois fui convidado para dirigir o 15 de Novembro de Campo Bom (RS), onde despontei. Foi ali, chegando à semifinal da Copa do Brasil (2004), que meu trabalho começou a aparecer. E só não vencemos por culpa nossa. Problema de premiação, que fez os jogadores entrarem emburrados em campo. E um time emburrado não ganha jogo (foi eliminado pelo Santo André).

Para fechar: você foi ídolo no Grêmio. Na sua despedida, contra o próprio Corinthians, muitas faixas e cartazes em sua homenagem foram levados ao Olímpico. Como um técnico consegue ser ídolo e será que você consegue o mesmo no Corinthians?
No Grêmio pesou demais o jogo em Recife (a Batalha dos Aflitos, em 2005, quando com homens a menos e com pênalti contra, o Grêmio conseguiu vencer o Náutico e voltar para a Série A). Foi uma coisa maluca, que nunca mais vai acontecer. E teve os dois títulos gaúchos, contra um Internacional, que investia muito mais que nós. Agora, se vou conseguir tudo isso aqui, só com o tempo... Não dá para prever o futuro.

Entrevista com Mano

Folha de SP de hoje, 14 de janeiro de 2007

o estrategista

Mano lê para forjar equipe guerreira

Técnico do Corinthians se inspira em resistência de soldados espartanos e diz que time só estará pronto no final do Paulista

Fã de Ênio Andrade e Scolari, ele descarta "família" no clube e afirma estudar inglês para evitar gozação e que a Série B exige hoje "tudo certo"

Danilo Verpa/Folha Imagem
O treinador Mano Menezes, do Corinthians, exibe sua prancheta durante treinamento na concentração da equipe em Itu


EDUARDO ARRUDA
ENVIADO ESPECIAL A ITU

Nas páginas de um livro, o técnico Mano Menezes tenta deixar o Corinthians pronto para um de seus maiores desafios: a disputa da Série B do Brasileiro. Nos últimos dias, nos treinos do time em Itu, ele tem se concentrado na leitura de "Portões de Fogo", do escritor Steven Pressfield, que relata a heróica resistência de 300 soldados espartanos contra 200 mil persas por sete dias na mitológica batalha dos Termópilas (480 a.C.). "É inspirador."
E Mano já traçou sua estratégia para o time alvinegro. Nela, seus "soldados" não deverão estar prontos para o Paulista. Segundo ele, só no final do Estadual os corintianos vão apresentar o futebol para reconduzir o time à elite do Nacional.

FOLHA - Você é religioso?
MANO MENEZES
- Eu tenho fé.

FOLHA - Mas tem alguma religião?
MANO
- Sou católico, mas já fui mais praticante.

FOLHA - A fé será importante para superar a missão difícil deste ano?
MANO
- Todas as coisas que são bem grandes por este lado também são grandes oportunidades. E técnicos gostam de grandes oportunidades.

FOLHA - Os que já estavam aqui encontram-se abatidos?
MANO
- É abatimento natural. O time é rebaixado, e os atletas iniciam a temporada seguinte com alegria? Não tem jeito.

FOLHA - O que você fez para o Grêmio subir dá para ser aplicado aqui?
MANO
- Quando o Grêmio subiu, classificavam-se oito, dividiam em dois quadrangulares e, depois, tinha o último quadrangular. Hoje é ponto corrido. Então, você tem que estar bem desde o início. A primeira partida tem o mesmo valor da última. O Grêmio reformulou tudo durante o torneio. Hoje não dá para fazer isso. Tem que chegar à Série B com tudo definido.

FOLHA - Por isso as experiências vão até maio, no início da Série B?
MANO
- Experiência eu evito, porque pode parecer menosprezo ao Paulista. Mas as avaliações serão contínuas para refazermos o que não der certo.

FOLHA - O fato é que o time tem de estar pronto para a Série B, e não no Paulista ou na Copa do Brasil?
MANO
- Se as coisas caminharem como quero, quando estivermos no final do Paulista, a equipe tem que estar jogando o futebol que vai ter que jogar na Série B e na Copa do Brasil.

FOLHA - Crê em família "Mano"?
MANO
- Não. Isso de união no futebol só acontece quando se tem bom resultado. Não existe time unido em derrota.

FOLHA - Mas você indicou vários atletas com quem já trabalhou.
MANO
- O fato de ter atletas com quem já trabalhei é que precisamos abreviar a elaboração do time, o tempo de que preciso para conhecer jogadores. Trouxe alguns que sei o que podem render. Confio neles em termos de responsabilidade profissional. E, na hora da responsabilidade, sei que terão o comprometimento que quero.

FOLHA - Dizem que você segue os passos de Luiz Felipe Scolari. É isso?
MANO
- É coincidência. São Paulo é um centro que todo o profissional quer trabalhar. O Felipão veio para o Palmeiras numa circunstância diferente da que vim para o Corinthians. Cada um tem a sua trajetória, mas não que não tenha intenção de imitá-lo, porque tem uma trajetória de sucesso.

FOLHA - Qual é sua referência?
MANO
- Sempre gostei muito do "seu" Ênio Andrade. Foi o técnico gaúcho que primeiro viu coisas diferentes na armação de equipe. Tirou o máximo de equipes médias. Depois, veio Luiz Felipe Scolari. E, também por ter feito estágio com ele, gosto muito de Paulo Autuori.

FOLHA - Você tem estudado inglês porque quer trabalhar fora do país?
MANO
- Estou fazendo porque lá em casa as mulheres estavam me gozando por ser o único que não falava. E estavam falando inglês para eu não entender.

FOLHA - Dunga foi criticado por defender futebol de resultado em detrimento de espetáculo...
MANO
- Sempre que for possível aliar o espetáculo ao resultado, melhor. O torcedor merece, é a paixão do Brasil. Mas hoje está difícil de conseguir isso porque não temos time que dure cinco anos. Duram seis meses. Criticam técnicos por gritar à beira do campo. Mas isso é desespero para tentar fazer o time jogar aquilo que ainda não pode jogar por falta de tempo.

FOLHA - Você terá tempo aqui?
MANO
- No futebol, sempre há pressão por resultado, o que leva técnicos a jogar por resultados. É preciso diminuir a pressão sobre os profissionais, senão todos jogarão do mesmo jeito, que todos dizem ser feio.

FOLHA - Mas você foi exceção por ficar quase três anos no Grêmio?
MANO
- Mas é lógico que precisa ter resultado. O técnico não se sente bem em continuar se o resultado não vem, mesmo que não queiram que vá embora. Técnico vive de teoria, e ela é confirmada ou não em campo.

FOLHA - As pessoas dizem que você é culto. Tem lido muito?
MANO
- Gosto de aproveitar as concentrações para fazer isso. Estou lendo "Portões de Fogo". Fala de guerra. Sobre como eram preparados os guerreiros espartanos para as batalhas. Fala muito de superação, vida.

FOLHA - É inspirador para seu trabalho no Corinthians?
MANO
- Exato, é inspirador.

FOLHA - Já leu a "Arte da Guerra"?
MANO
- Já. Para algumas situações de estratégia, serve. Como encarar o inimigo.

FOLHA - Você gosta desse tipo de literatura, sobre guerras?
MANO
- Não pela luta, mas sim pelo sentido de enfrentamento.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Corinthians 3 X 1 Fortaleza e Declaração de Sócrates

Depois dos gols, uma declaração do Sócrates dizendo que abandonaria o futebol caso o Vicente Matheus ganhasse a eleição no clube. Esse tipo de profissional está extinto hoje infelizmente.

O final da entrevista mostra que ele é um corinthiano de verdade.

Corinthians 5 x 0 São Paulo

Os Bambis fingem que esqueceram deste jogo, mas a gente ajuda eles lembrarem.