segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Outra entrevista com mano. Esta mais abrangente

14/01/2008 - 08h20m

Mano projeta ‘feijão-com-arroz’ no início

Em conversa com o GLOBOESPORTE.COM, ele diz que a parte ofensiva será prejudicada
Marcel Rizzo Marcel Rizzo Do GLOBOESPORTE.COM, em Itu (SP) entre em contato

Nelson Coelho
Diário de S.Paulo
Com 12 contratações, Mano Menezes sabe que terá de entrosar o Timão

O técnico Mano Menezes manda um recado aos torcedores corintianos: não esperem goleadas neste início de temporada. Com 12 novos jogadores no elenco, sete deles vão começar o ano como titulares, como apontou o jogo-treino realizado contra a Internacional de Limeira no último final de semana. Ou seja, um time desentrosado. E por isso o treinador corintiano diz que a ação ofensiva será prejudicada. O Timão que inicia 2008 fará o feijão-com-arroz, aponta Mano.

O treinador conversou na manhã do domingo com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM no hotel em que o Corinthians faz a pré-temporada, na cidade de Itu, a 100 km da capital paulista. Gaúcho da pequena Pasto Sobrado, Mano chegou a São Paulo com a fama de todo treinador do Rio Grande do Sul: linha-dura. Mas no bate-papo, que durou cerca de 40 minutos, o técnico apontou ser adepto ao diálogo com seus jogadores. Só não tolera baladas, festinhas e excessos... Veja os principais trechos da entrevista:

GLOBOESPORTE.COM: O Corinthians contratou 12 jogadores. Normalmente, quando um clube reformula o elenco desta maneira tem dificuldades, como foi o caso do próprio Timão em 2004, em época pré-MSI. Você vai ter esse problema para encaixar o time?
MANO MENEZES:
Com certeza. A troca foi necessária, por causa da campanha ruim no ano passado (com o time rebaixado para a Série B do Brasileiro). Alguns jogadores já iniciariam o ano pressionados e isso seria ruim. Por isso tomei a decisão de escolher, neste primeiro momento, atletas que conheço melhor e sei o que podem render. Não temos a ilusão de que nas primeiras rodadas teremos um time montado. Se dermos sorte, não precisarmos mexer muito no time, seja por suspensão ou lesão, esse tempo fica mais curto.

Qual o principal problema desta troca em massa de jogadores dentro de campo?
Com um time desentrosado, a parte ofensiva fica prejudicada. O torcedor tem de entender que, nesses primeiros jogos, vamos ter dificuldade para atacar. Por isso também comecei trabalhando a marcação. Se estiver confiante atrás, pode apresentar melhora na posse de bola e no ataque. Nos dois testes que tivemos até agora (um coletivo e um jogo-treino, com sete gols marcados no total), nosso time teve aproveitamento ofensivo bom. Mas neste início precisamos fazer o feijão-com-arroz. Não posso complicar muito para os jogadores. É o simples.

Sua fama de linha-dura é verdadeira?
Todo técnico gaúcho tem essa fama, não tem jeito (risos). Gosto de profissionalismo. O jogador não pode pensar que pode fazer tudo, toda hora. Tem que ter disciplina. Mas sou adepto do diálogo, sempre. Quando o atleta tem um problema fora de campo, que venha conversar comigo. Tive um problema com o Anderson (hoje no Manchester United-ING) no Grêmio. Ele tem um caráter invejável. Mas eu era cobrado porque ele tinha rótulo de craque e de que podia fazer qualquer coisa. Tanto dentro como fora de campo. E eu o segurei um pouco. Foi bom para a carreira dele. Hoje ele joga no Manchester como volante e arrebenta. E o pessoal reclamava que eu pedia para ele marcar (risos).

"Com um time desentrosado, a parte ofensiva fica prejudicada. O torcedor tem de entender que, nesses primeiros jogos, vamos ter dificuldade para atacar"
Mano Menezes, técnico do Corinthians, sobre o início de 2008
Nelson Coelho
Diário de S.Paulo
Mesmo criticado, Fábio Ferreira ficou por um pedido de Mano, que aposta nele

No final do ano passado, dois jogadores do Corinthians, os zagueiros Zelão e Fábio Ferreira, foram acusados de abusarem das festas no prédio onde moravam. Zelão foi embora (vendido ao Saturn-RUS), mas o Fábio ficou. Qual foi o critério utilizado e você já conversou com o Fábio sobre o assunto?
O critério foi técnico. O Fábio é um zagueiro rápido, que tem velocidade. Acho que tem tudo para se tornar um dos grandes da posição. E sim, eu tive uma conversa particular com ele para mostrar que para se tornar esse grande precisa ter cuidado fora de campo.

Lulinha sempre foi considerado fenômeno nas categorias de base do Corinthians. Ele conta até 297 gols marcados até agora na carreira, mas no profissional passou em branco em 2007. Como você pretende proteger o garoto, que só tem 17 anos?
Já disse que etapas foram cortadas nos casos do Lulinha, do Everton Ribeiro e do Dentinho. Temos de tentar reverter isso. Como? Utilizando eles da maneira correta. Terão oportunidade de entrar no decorrer dos jogos, vão começar algumas outras partidas, mas não serão os responsáveis por salvar o Corinthians.

Você acha que a categoria de base é fundamental para um clube?
Com certeza. É a maneira mais fácil de você contar com jogadores medianos. Esses, que não vão decidir partidas, mas precisam estar no elenco, não precisam ser comprados. Têm de ser feitos na base. E quando você dá sorte e surge um diferenciado você faz dinheiro para manter o trabalho dos garotos. Mas aí tem um problema: muitas vezes o trabalho de técnico, empresário e até de jornalista se confundem. O cara quer treinar, mas quer ganhar dinheiro com comissão em cima de jogador e ainda comentar sobre o time. Se você tiver profissionais sérios, que não façam isso, o trabalho rende.

"O craque tem dificuldade para ser treinador. Porque ele não entende que o cara que ele treina não consegue fazer aquilo que ele fazia"
Mano Menezes, sobre jogadores que viram treinadores

Você participa de negociações?
Não.

Marcel Rizzo
GLOBOESPORTE.COM
Mano acha que garotos, como Lulinha e Dentinho, não podem queimar etapas

Não pergunto financeiramente, mas de ligar para um atleta, convidá-lo a vir para o seu time...
Aí sim. E ligo com uma única intenção: saber se ele quer jogar no meu time. Porque não adianta você contratar um atleta que não esteja interessado em atuar em sua equipe. Teve um caso de 2006 para 2007, no Grêmio. Fui para a Portugal visitar minha filha, que estuda lá, e conversar com o Luiz Felipe Scolari. Nesse meio tempo, aproveitei para falar com o Diego Souza, que poderia voltar. Mas sem tocar em dinheiro.Por falar no Felipão.

Por que você acredita que atletas que não se deram bem na carreira como jogador têm sucesso como treinador? Tem o seu caso (jogou no Guarani de Venâncio Aires), o Felipão, o Luxemburgo...
Na minha opinião, o craque tem realmente dificuldade para ser treinador. Sabe por quê? Porque ele não entende que o cara que ele treina não consegue fazer aquilo que ele faz com tanta facilidade. O cara que foi mediano tem uma visão melhor do que pode tirar de cada time. Por isso que atacantes têm mais dificuldade. Normalmente são mais habilidosos e durante a carreira pouco se importaram com a parte tática.

"Se vou conseguir tudo isso (que conseguiu no Grêmio) aqui (no Corinthians), só com o tempo... Não dá para prever o futuro"
Mano Menezes, que saiu do Sul consagrado pelos gremistas

Você tem amizade com outros treinadores considerados tops? Três deles, por sinal, vão te enfrentar no Campeonato Paulista (Muricy Ramalho, pelo São Paulo, Vanderlei Luxemburgo, pelo Palmeiras, e Emerson Leão, pelo Santos).
Já morei com o Muricy. Quer dizer, no mesmo flat, em Porto Alegre. Quando fui dirigir o Grêmio, ele estava saindo do Internacional. Como ele é amigo do Sidnei (Lobo, auxiliar de Mano), jantamos algumas vezes, conversamos. Tinha bastante contato com o Caio Júnior, que foi meu jogador. Depois teve aquele atrito, mas ainda sou amigo dele (risos). (NR: Antes de Palmeiras x Grêmio, pelo Brasileiro de 2007, chegou ao ouvido de Mano que Caio reclamou da violência gaúcha. Mano respondeu que não adiantava ter óculos modernos para ser um técnico moderno. Caio tem coleção de óculos. O Verdão venceu por 2 a 0).

Divulgação
Site Oficial do Cruzeiro
Na saída do Grêmio, Mano foi homenageado pela torcida tricolor

Conte um pouco de sua carreira como jogador (zagueiro) e treinador.
Como jogador foi curta, no Guarani de Venâncio, por perceber que não teria sucesso. Depois comecei a treinar times da base, no Guarani, no Juventude, fiz estágio com o Paulo Autuori no Cruzeiro, e ia mesclando com trabalhos no profissional do Guarani. Até chegar à base do Internacional. Depois fui convidado para dirigir o 15 de Novembro de Campo Bom (RS), onde despontei. Foi ali, chegando à semifinal da Copa do Brasil (2004), que meu trabalho começou a aparecer. E só não vencemos por culpa nossa. Problema de premiação, que fez os jogadores entrarem emburrados em campo. E um time emburrado não ganha jogo (foi eliminado pelo Santo André).

Para fechar: você foi ídolo no Grêmio. Na sua despedida, contra o próprio Corinthians, muitas faixas e cartazes em sua homenagem foram levados ao Olímpico. Como um técnico consegue ser ídolo e será que você consegue o mesmo no Corinthians?
No Grêmio pesou demais o jogo em Recife (a Batalha dos Aflitos, em 2005, quando com homens a menos e com pênalti contra, o Grêmio conseguiu vencer o Náutico e voltar para a Série A). Foi uma coisa maluca, que nunca mais vai acontecer. E teve os dois títulos gaúchos, contra um Internacional, que investia muito mais que nós. Agora, se vou conseguir tudo isso aqui, só com o tempo... Não dá para prever o futuro.

Entrevista com Mano

Folha de SP de hoje, 14 de janeiro de 2007

o estrategista

Mano lê para forjar equipe guerreira

Técnico do Corinthians se inspira em resistência de soldados espartanos e diz que time só estará pronto no final do Paulista

Fã de Ênio Andrade e Scolari, ele descarta "família" no clube e afirma estudar inglês para evitar gozação e que a Série B exige hoje "tudo certo"

Danilo Verpa/Folha Imagem
O treinador Mano Menezes, do Corinthians, exibe sua prancheta durante treinamento na concentração da equipe em Itu


EDUARDO ARRUDA
ENVIADO ESPECIAL A ITU

Nas páginas de um livro, o técnico Mano Menezes tenta deixar o Corinthians pronto para um de seus maiores desafios: a disputa da Série B do Brasileiro. Nos últimos dias, nos treinos do time em Itu, ele tem se concentrado na leitura de "Portões de Fogo", do escritor Steven Pressfield, que relata a heróica resistência de 300 soldados espartanos contra 200 mil persas por sete dias na mitológica batalha dos Termópilas (480 a.C.). "É inspirador."
E Mano já traçou sua estratégia para o time alvinegro. Nela, seus "soldados" não deverão estar prontos para o Paulista. Segundo ele, só no final do Estadual os corintianos vão apresentar o futebol para reconduzir o time à elite do Nacional.

FOLHA - Você é religioso?
MANO MENEZES
- Eu tenho fé.

FOLHA - Mas tem alguma religião?
MANO
- Sou católico, mas já fui mais praticante.

FOLHA - A fé será importante para superar a missão difícil deste ano?
MANO
- Todas as coisas que são bem grandes por este lado também são grandes oportunidades. E técnicos gostam de grandes oportunidades.

FOLHA - Os que já estavam aqui encontram-se abatidos?
MANO
- É abatimento natural. O time é rebaixado, e os atletas iniciam a temporada seguinte com alegria? Não tem jeito.

FOLHA - O que você fez para o Grêmio subir dá para ser aplicado aqui?
MANO
- Quando o Grêmio subiu, classificavam-se oito, dividiam em dois quadrangulares e, depois, tinha o último quadrangular. Hoje é ponto corrido. Então, você tem que estar bem desde o início. A primeira partida tem o mesmo valor da última. O Grêmio reformulou tudo durante o torneio. Hoje não dá para fazer isso. Tem que chegar à Série B com tudo definido.

FOLHA - Por isso as experiências vão até maio, no início da Série B?
MANO
- Experiência eu evito, porque pode parecer menosprezo ao Paulista. Mas as avaliações serão contínuas para refazermos o que não der certo.

FOLHA - O fato é que o time tem de estar pronto para a Série B, e não no Paulista ou na Copa do Brasil?
MANO
- Se as coisas caminharem como quero, quando estivermos no final do Paulista, a equipe tem que estar jogando o futebol que vai ter que jogar na Série B e na Copa do Brasil.

FOLHA - Crê em família "Mano"?
MANO
- Não. Isso de união no futebol só acontece quando se tem bom resultado. Não existe time unido em derrota.

FOLHA - Mas você indicou vários atletas com quem já trabalhou.
MANO
- O fato de ter atletas com quem já trabalhei é que precisamos abreviar a elaboração do time, o tempo de que preciso para conhecer jogadores. Trouxe alguns que sei o que podem render. Confio neles em termos de responsabilidade profissional. E, na hora da responsabilidade, sei que terão o comprometimento que quero.

FOLHA - Dizem que você segue os passos de Luiz Felipe Scolari. É isso?
MANO
- É coincidência. São Paulo é um centro que todo o profissional quer trabalhar. O Felipão veio para o Palmeiras numa circunstância diferente da que vim para o Corinthians. Cada um tem a sua trajetória, mas não que não tenha intenção de imitá-lo, porque tem uma trajetória de sucesso.

FOLHA - Qual é sua referência?
MANO
- Sempre gostei muito do "seu" Ênio Andrade. Foi o técnico gaúcho que primeiro viu coisas diferentes na armação de equipe. Tirou o máximo de equipes médias. Depois, veio Luiz Felipe Scolari. E, também por ter feito estágio com ele, gosto muito de Paulo Autuori.

FOLHA - Você tem estudado inglês porque quer trabalhar fora do país?
MANO
- Estou fazendo porque lá em casa as mulheres estavam me gozando por ser o único que não falava. E estavam falando inglês para eu não entender.

FOLHA - Dunga foi criticado por defender futebol de resultado em detrimento de espetáculo...
MANO
- Sempre que for possível aliar o espetáculo ao resultado, melhor. O torcedor merece, é a paixão do Brasil. Mas hoje está difícil de conseguir isso porque não temos time que dure cinco anos. Duram seis meses. Criticam técnicos por gritar à beira do campo. Mas isso é desespero para tentar fazer o time jogar aquilo que ainda não pode jogar por falta de tempo.

FOLHA - Você terá tempo aqui?
MANO
- No futebol, sempre há pressão por resultado, o que leva técnicos a jogar por resultados. É preciso diminuir a pressão sobre os profissionais, senão todos jogarão do mesmo jeito, que todos dizem ser feio.

FOLHA - Mas você foi exceção por ficar quase três anos no Grêmio?
MANO
- Mas é lógico que precisa ter resultado. O técnico não se sente bem em continuar se o resultado não vem, mesmo que não queiram que vá embora. Técnico vive de teoria, e ela é confirmada ou não em campo.

FOLHA - As pessoas dizem que você é culto. Tem lido muito?
MANO
- Gosto de aproveitar as concentrações para fazer isso. Estou lendo "Portões de Fogo". Fala de guerra. Sobre como eram preparados os guerreiros espartanos para as batalhas. Fala muito de superação, vida.

FOLHA - É inspirador para seu trabalho no Corinthians?
MANO
- Exato, é inspirador.

FOLHA - Já leu a "Arte da Guerra"?
MANO
- Já. Para algumas situações de estratégia, serve. Como encarar o inimigo.

FOLHA - Você gosta desse tipo de literatura, sobre guerras?
MANO
- Não pela luta, mas sim pelo sentido de enfrentamento.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Corinthians 3 X 1 Fortaleza e Declaração de Sócrates

Depois dos gols, uma declaração do Sócrates dizendo que abandonaria o futebol caso o Vicente Matheus ganhasse a eleição no clube. Esse tipo de profissional está extinto hoje infelizmente.

O final da entrevista mostra que ele é um corinthiano de verdade.

Corinthians 5 x 0 São Paulo

Os Bambis fingem que esqueceram deste jogo, mas a gente ajuda eles lembrarem.

Timão acerta com a revelação do Vila Aurora (MT) e outros dois garotos fazem teste

13/01/2008 - 09h40m

Reforço da Copa São Paulo

Timão acerta com a revelação do Vila Aurora (MT) e outros dois garotos fazem teste
Carlos Augusto Ferrari Carlos Augusto Ferrari Do GLOBOESPORTE.COM, em São Paulo entre em contato

O Corinthians esteve de olho na Copa São Paulo de Futebol Júnior e já acertou com uma revelação para jogar em sua categoria de base: o meia Rodrigo, 17 anos, destaque do Vila Aurora (MT). O time sul-matrogrossense estava no Grupo S, com sede em Taubaté. Encarou o time da casa, o Vasco e o Paysandu e foi eliminado na primeira fase.

O acordo com Rodrigo, natural de Rondonópolis (MT), é de três anos e ele vai jogar na equipe sub-17 nas competições da temporada. Se apresenta logo após a Copa São Paulo, com outros dois companheiros de Vila Aurora: o volante Cleisson e o meia Eriberto, que farão testes por 40 dias.

- Falam que eu pareço com o Kaká jogando por causa da arrancada e de ir para cima dos zagueiros - diz Rodrigo, 1,82m. Ele garantiu que tinha ofertas do Vasco, do Botafogo e do Ascoli, da Itália.

- O Corinthians é um grande clube e São Paulo é a capital do futebol brasileiro atualmente - afirma Rodrigo.

Outro garoto recém-contratado foi o meia Andrezinho, 21 anos, do Remo. Ele já foi emprestado ao Guarani para disputar o Paulista e ser observado.

Presidente pede paciência para a torcida

12/01/2008 - 10h05m

Presidente pede paciência para a torcida

Sanches diz que estréias serão muitas contra o Guarani, e corintianos têm que ter calma
Marcel Rizzo Marcel Rizzo Do GLOBOESPORTE.COM, em Itu (SP) entre em contato

O presidente Andrés Sanches convocou a torcida do Corinthians a comparecer em massa na estréia do time no Campeonato Paulista, dia 17 de janeiro, contra o Guarani, no Morumbi. Mas pediu paciência aos torcedores, já temendo um início de ano complicado por causa da grande reformulação na comissão técnica e no elenco. O Timão contratou mais de um time, 12 jogadores, para o ano. Do time titular desenhado por Mano Menezes, sete são novatos.

- Talvez seja necessário um pouco de paciência do fiel torcedor. Tudo é novo no Timão e no começo, tem que haver alguma tolerância para com as dificuldades naturais de tantas estréias simultâneas - diz Sanches, ao site oficial do clube.

O dirigente esteve nesta sexta-feira em Itu, local onde o Timão realiza a pré-temporada (a 100 km da capital paulista). À noite era esperado na quadra de uma escola de samba ligada a uma torcida organizada. Outros dirigentes do Timão estariam presentes. Sanches quer a galera apoiando o Timão no Morumbi.

- Vamos todos ao campo. Vamos conhecer esse novo Timão e vibrar com ele, como só nós sabemos fazê-lo, com o amor de quem nunca deixa de amar, com a loucura de quem é louco por ele e com a paixão que só o corinthiano (sic) tem no seu coração preto e branco - pede Sanches.

Até esta sexta-feira, foram vendidos 2,5 mil ingressos para a partida contra o Guarani. A carga total de bilhetes à venda é de 40 mil, mas pode aumentar se a procura for grande.

Roger sem crédito

12/01/2008 - 08h15m - Atualizado em 12/01/2008 - 18h06m

Geninho diz que prefere Tchô a Roger

Técnico alvinegro aumenta moral do meia formado no clube mineiro
Das agências de notícias Em Uberlândia, MG

Com a contratação do meia Gallardo praticamente descartada pelo Atlético-MG, o outro nome que surge na pauta é o meia Roger, ex-Corinthians e Flamengo. Apesar de toda a fama do jogador, o técnico atleticano, Geninho, não acredita que ele esteja em um ritmo ideal para ser contratado pelo Galo.

Galo rala com treinos físicos na pré-temporada

- Não foi vetado, apenas passei a minha diretoria o que achava a respeito do jogador. Se o Roger estivesse jogando no Corinthians, fosse titular no Flamengo, seria outra situação. Você não pode contratar só o nome, temos que contratar a produtividade. Essa foi a minha opinião - declara o comandante.

Para Geninho, o alvinegro deve aproveitar as opções de camisa 10 que o clube tem em seu elenco atual.

- Apenas disse que ele vem há quase um ano sem ritmo de jogo ideal. Ele não conseguiu jogar no Corinthians e no Flamengo. E nós temos aqui no Atlético alguns jogadores buscando espaço, caso do Tchô, do Sidnei. O próprio Marques pode fazer esta função. Temos o Gérson, que vinha atuando bem. São jogadores com ritmo. Foi isto o que eu disse. De repente o valor do investimento no Roger não seja o ideal, no momento, tirando espaço de alguns jogadores que estão muito motivados - diz o treinador.


O meia atleticano ficou contente com a consideração do treinador.

- Com certeza é bom receber este tipo de elogio. Agora só cabe a gente, é entrar e corresponder às expectativas dele - diz.

Finazzi comemora 'envelhecimento' do time

12/01/2008 - 19h02m

Finazzi comemora 'envelhecimento' do time

Atacante diz que já sentiu diferença de 2007 para 2008 por causa dos atletas mais maduros
Marcel Rizzo Marcel Rizzo GLOBOESPORTE.COM, em Itu

Destaque nos primeiro coletivo do Corinthians no ano e também no jogo-treino deste sábado, contra o Internacional de Limeira, o atacante Finazzi já vê diferenças do time de 2008 para o de 2007, que foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. O camisa 9 marcou quatro gols (três no coletivo, um no jogo-treino). O Timão venceu o Inter por 2 a 0 (mais 1 a 0 entre os reservas).

- Deu para notar que é um time mais maduro. Não quero menosprezar os garotos, que ainda estão com a gente e têm muita qualidade. Mas é importante a experiência quando entrar em campo - diz Finazzi.

Os garotos de 2007 eram o lateral-esquerdo Everton Ribeiro, 18 anos, o meia Lulinha, 17, e o atacante Dentinho, 18. Estes permanecem na equipe, mas começam o ano no banco de reservas.

Mas até atletas nem tão novos, como o zagueiro Zelão, 22, deixaram o time. Tomando como o exemplo a zaga em 2007: era um trio, formado por Zelão, 22, Betão, 24, e Fábio Ferreira, 23 (só este permanece no clube). Em 2008, é uma dupla, bem mais experiente: Chicão tem 26 e William 30.

No meio, os armadores são Marcel, 26, e Alessandro, 29. A principal contratação corintiana para a temporada, o atacante Beto Acosta, tem 30 anos. Ele foi o vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro 2007.

- O importante é mesclar juventude com jogadores experientes. O Mano Menezes sabe fazer bem isso. No Grêmio, ele usava os maduros com atletas mais jovens. Temos isso de bom aqui no Corinthians - diz o zagueiro William. Ele é o favorito para ficar com a tarja de capitão na estréia do Campeonato Paulista, quinta-feira, contra o Guarani, no Morumbi.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Acosta está fora da estréia na temporada

1/01/2008 - 23h00m - Atualizado em 11/01/2008 - 23h12m

Acosta está fora da estréia na temporada

Atacante uruguaio e outros dois estrangeiros não serão inscritos a tempo para duelo
Marcel Rizzo Marcel Rizzo Do GLOBOESPORTE.COM, em Itu
Nelson Coelho
Diário de S.Paulo
Acosta não está inscrito

O meia-atacante uruguaio Acosta está fora da estréia do Corinthians no Campeonato Paulista, quinta-feira, contra o Guarani (no Morumbi). Mas o motivo não é a pancada que recebeu no tornozelo terça-feira e que o tirou de três dias de treinamento no campo.

Acosta e os outros dois estrangeiros contratados este ano, o zagueiro chileno Cristian Suárez e o atacante argentino Herrera, ainda não foram inscritos e terão que voltar a seus países de origem para pegar o visto de trabalho e aí sim retornar ao Brasil aptos a exercer a profissão. E não haverá tempo hábil para a inscrição ocorrer até quinta-feira.

O uruguaio é o único titular dos três estrangeiros. E não foi à toa que não participou dos trabalhos tático e coletivo realizados nesta sexta-feira. A pancada no tornozelo, segundo o departamento médico do clube, era leve e seu treino na academia de musculação foi normal de quarta a sexta.

Poderia até ir para o campo, mas a comissão técnica preferiu não treinar o time que vai estrear no Morumbi com um jogador que talvez não estivesse apto. A confirmação de que os gringos não poderão atuar na estréia só chegou ao presidente Andrés Sanches na noite desta sexta-feira. É possível que possam estar prontos para a segunda rodada, contra o São Caetano, dia 20 de janeiro, em Mogi Mirim (o Anacleto Campanella está interditado).

Acosta foi a principal das 12 contratações do Corinthians para a temporada. Vice-artilheiro do Brasileiro de 2007, está com tanta moral que até recebeu a camisa 10, que já foi de Rivelino e de Neto. Mas precisou ser convencido pelo técnico Mano Menezes, porque queria a 25, seu número de sorte. Ele seria a principal atração do Morumbi na estréia corintiana no Paulistão.

O time para a estréia, então, está desenhado com Felipe; Eduardo Ratinho, Chicão, William e André Santos; Bruno Octávio (Perdigão), Carlos Alberto, Alessandro e Marcel; Lima e Finazzi. Acosta deveria entrar na vaga de Lima.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Roger mais próximo do Atlético-MG

1/01/2008 - 14h16m - Atualizado em 11/01/2008 - 14h51m

Roger mais próximo do Atlético-MG

Antonio Carlos diz que a negociação com o Galo está bem perto de ser concluída
Marcel Rizzo Marcel Rizzo Do GLOBOESPORTE.COM, em Itu (SP) entre em contato

Fernando Maia
O Globo
Roger: destino pode ser o Galo

O diretor técnico corintiano Antonio Carlos sinalizou que o meia Roger vai fechar nos próximos dias com o Atlético-MG. A negociação se arrasta há algumas semanas, e o Galo foi o único time que topou pagar boa parte do alto salário do meia, que tem contrato com o Corinthians até dezembro de 2008 e não interessa ao técnico Mano Menezes.


- A negociação com o Atlético-MG está bem encaminhada. Devemos fechar nos próximos dias - diz Antonio Carlos.

Roger ganha um alto salário. Este é um dos motivos de o Timão querer emprestá-lo ou negociá-lo em definitivo. Primeiro o Flamengo cogitou comprá-lo, depois de seis meses de empréstimo. Precisava pagar R$ 500 mil, mas preferiu não exercer a preferência.

Depois o Corinthians tentou envolvê-lo em negociações: ofereceu ao Cruzeiro para liberar Alecsandro. Ouviu um não. Depois tentou empurrá-lo ao Botafogo para ficar com Lucio Flavio. Mais uma negativa. No fim, o Atlético-MG se interessou, e a negociação prossegue.

Roger é um dos seis atletas com contrato que não interessam ao Corinthians para 2008. Três destes já se arrumaram: Kadu foi emprestado ao Bragantino, e Marcelo está próximo do Ituano. Os dois terão cláusula no contrato que não poderão enfrentar o Timão no Campeonato Paulista. Já Zelão foi negociado com o Saturn, da Rússia. O valor não foi divulgado. Clodoaldo e Ricardinho seguem treinando separado à espera de clube.

Corinthians aposta em jovem e o empresta ao Guarani

Futebol/Mercado - (11/01/2008 16:38:36)
Corinthians aposta em jovem e o empresta ao Guarani
Luiz Ricardo Fini

Itu (SP) - O Corinthians não está fazendo investimentos apenas em jogadores que serão aproveitados neste Campeonato Paulista. O Timão confirmou nesta sexta-feira que adquiriu os direitos do meia-atacante Andrezinho, de 21 anos, que disputará o Paulistão pelo Guarani.

“Ele foi contratado porque queremos observá-lo. É um jogador novo, que fez um bom campeonato pelo Remo no ano passado, e ficará no Guarani até o fim do Paulista”, explicou o diretor técnico do Timão, Antônio Carlos.

Andrezinho já foi confirmado pelo Guarani. Se conseguir se destacar pelo time de Campinas no Estadual, deverá ser aproveitado no elenco corintiano no segundo semestre. O jogador tem contrato com o Timão até o fim do ano.

A tendência é o Corinthians aumentar o número de contratações de jovens para repassá-los a outros clubes por empréstimo. Como se trata de jogadores de baixo custo para aquisição, a diretoria quer amadurecê-los para saber se têm condições de jogar no Timão.

Numeração

Futebol
Veja a numeração dos jogadores do Timão

Confira com que número o seu ídolo alvinegro irá jogar na temporada 2008

Por Agência Corinthians
10/01/08 - 18h29

Confira a numeração que será utilizada pelos jogadores corinthianos na temporada 2008:

1- Felipe
2- Eduardo
3- Chicão
4- William
5- Alessandro
6- Éverton
7- Éverton Santos
8- Perdigão
9- Finazzi
10- Acosta
11- Marcel
12- Weverton
13- Amaral
14- Cristian Suárez
15- Marcelo Oliveira
16- Valença
17- Herrera
18- Lima
19- Lulinha
20- Carlos Alberto
21- Bruno Octávio
22- Júlio César
23- Dinélson
25- Fábio Ferreira
26- Rafinha
27- André Santos
28- Nilton
29- Héverton
30- Carlão
31- Dentinho

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ida de Coelho para a Escócia é cancelada, e lateral volta ao Corinthians

Da Folha Online



Ida de Coelho para a Escócia é cancelada, e lateral volta ao Corinthians


O Corinthians anunciou nesta quinta-feira que a transferência do lateral-direito Coelho para o Celtic, da Escócia, foi cancelada. O time paulista receberia dois milhões de euros (quase R$ 5,2 milhões) pelo negócio.

Segundo o clube do Parque São Jorge, a equipe escocesa não cumpriu tudo o que foi acordado no negócio e, por isso, Coelho voltará ao Brasil.

O Corinthians diz ter proposta de empréstimo de outros clubes por Coelho, que terá o seu aproveitamento decidido pela comissão técnica comandada pelo técnico Mano Menezes.

O elenco paulista já tem 12 reforços confirmados para a próxima temporada: os laterais Alessandro e André Santos, os zagueiros William, Chicão, Valença e Suárez, o volante Perdigão, os meias Rafinha e Marcel e os atacantes Acosta, Herrera e Lima.



Um bom time

Eu acho um bom time este que está se desenhando no Timão. Não acho que é favorito para ganhar os campeonatos deste ano (Nem a Série B), mas dá pra fazer bonito e voltar a Série A sem problemas.

Nosso técnico é o Mano Menezes, e este sabe montar um time guerreiro com poucas peças.

O Time ideal que eu vejo, um 3-5-2:
Felipe; Chicão, William e Suarez; Eduardo, Fabinho (se vier), Carlos Alberto (ou Perdigão), Lulinha e André Santos, Acosta e Finazzi.

Temos ainda o Alessandro para a ala/meia, o Bruno Otávio, Marcelo Oliveira, Nilton para volante, Dinelson na meia, o Dentinho, Everton Santos e o Herrera no ataque.

Com mais algumas peças, dá pra pensar grande em 2009.

Do blog do André Rizek

09/01/2008 13:27

Um time série B

Já foram 11 contratados, um time inteiro de “reforços” para o Corinthians. Coloco a palavra entre aspas porque nem todos merecem essa denominação.

Já chegaram os atacantes Lima (apenas uma boa temporada na carreira) e Herrera (fiasco em três clubes pequenos ano passado), os bons zagueiros Chicão e William, o garoto Rafinha para a meia, as incógnitas Valença e Cristian Suárez para a zaga, o bom meia Acosta, a eterna promessa Eduardo Ratinho, o nada além de esforçado Marcel, o eterno reserva (útil) Perdigão e, por último, o lateral nota 5 Alessandro, que chega do Santos.

Dá para entender o Coritnhians. Sem dinheiro até maio (o clube gastou os adiantamentos que recebeu, de cotas de TV, e só volta a entrar dinheiro no meio do ano), vai jogar sem grandes pretensões no Paulista e, principalmente, na Copa do Brasil, onde haverá concorrentes fortes como Inter e o futuro Palmeiras. Para quem não tinha dinheiro, até que trabalhou bem, pela contratação de Mano Menezes, que foi um golaço.

Pelo que se viu até agora, o Timão monta um elenco que fica entre os quatro primeiros da Série B sem grandes traumas (o grande objetivo do ano). Mas não vai além disso. Volta à primeira divisão. E “só”.

enviada por Rizek
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