sábado, 25 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Marcelinho Carioca reclama com arbitragem, mas se entrega à Fiel
11/10/08 - 18h58 - Atualizado em 11/10/08 - 23h31
Marcelinho Carioca reclama com arbitragem, mas se entrega à Fiel
Com a camisa do Santo André, ídolo do Timão diz que ex-clube 'já subiu'
Marcelinho Carioca foi uma atração a mais no empate por 2 a 2 entre Corinthians e Santo André, neste sábado, no Pacaembu, pela Série B do Brasileirão. O meia veste hoje a camisa do Ramalhão, mas continua corintiano de coração. Antes da partida, ele foi ovacionado pela Fiel. Ao fim do jogo, fez seu papel como jogador do time do ABC, mas depois se entregou à massa corintiana (assista ao vídeo ao lado).
Assim que o árbitro Paulo Ricardo Marques Ribeiro apitou o fim da partida, Marcelinho foi até ele reclamar do segundo gol do Corinthians, alegando que Dentinho estaria impedido no momento do passe. O meia chegou a reclamar com um policial, pedindo que não fosse tocado, após ser cercado pela Polícia. Para ele, o Timão foi beneficiado. Depois da bronca, ele seguiu para o alambrado e foi reencontrar a Fiel, abraçado pelos torcedores. Desenhou corações no ar e demonstrou o amor pelo ex-clube.
Marcelinho foi uma atração a mais no Pacaembu
- Sou corintiano, estou feliz pela campanha do Timão, que já subiu para a Série A. Só acho que não precisava disso - resume o meia, referindo-se ao lance de Dentinho.
Passada a euforia do gramado, Marcelinho ainda teve de encarar uma legião de torcedores apaixonados que o esperavam na saída do vestiário do Pacaembu. Pacientemente, o meia de 37 anos atendeu aos fãs com simpatia e sorrisos.
- É muito bom ter esse carinho da torcida do Corinthians. Fico muito feliz por ser sempre bem recebido, mesmo jogando do outro lado - afirma o xodó da Fiel.
Confira a classificação atualizada da Série B do Brasileirão
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
1981, jogadores do Juventus não deixam penalti ser cobrado
Em 1981, jogadores do Juventus impedem que pênalti do Corinthians seja cobrado e árbitro encerra partida.
sábado, 19 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Marcelinho: “Não posso comemorar contra o Corinthians”
Marcelinho: “Não posso comemorar contra o Corinthians”
Santo André (SP) - No reencontro com o Corinthians, Marcelinho Carioca proporcionou um momento tristeza para a Fiel. O camisa sete do Santo André marcou um gol diante do Timão, no empate por 1 a 1 no jogo realizado neste sábado pela Série B do Campeonato Brasileiro.
De forma respeitosa, a comemoração de Marcelinho foi tímida. Inicialmente, ele apenas abaixou a cabeça e recebeu abraços dos companheiros de Ramalhão. Depois, levantou as mãos para o céu e agradeceu o gol.
“Não tem como comemorar gol contra o Corinthians. O que sou hoje, eu agradeço ao time e a todos os torcedores”, justificou o camisa sete do Ramalhão. “Eu amo todos lá e vou voltar para encerrar minha carreira”, emendou.
Antes da partida, Marcelinho recebeu o carinho da torcida corintiana através de gritos como “Uh, Marcelinho” e “Doutor, eu não me engano, o Marcelinho é corintiano”.
Em contrapartida, Marcelinho ressaltou a obrigação de respeitar a camisa do Santo André, que o tirou da aposentadoria dos gramados. “Sei que os corintianos ficaram tristes, mas precisam entender que preciso ser ético”, afirmou.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Especial da Gazeta Esportiva - Ari e Pelé - 1958
Por Paulo Amaral
Fotos Fernando Pilatos / Gazeta Press |
| Ari Clemente em dois momentos: acima, rindo em 2008; abaixo, com a bola nos pés, em partida do Timão contra o Comercial, no Paulistão de 1958 |
Jeito simples, fala mansa e muita tranqüilidade. Essas são características atuais de um ex-lateral-esquerdo que carrega consigo há 50 anos o estigma de ser o homem que quase deixou Pelé de fora da Copa do Mundo da Suécia, a primeira vencida pelo futebol brasileiro e a primeira do então “menino-prodígio”, Edson Arantes do Nascimento.
No ano do cinqüentenário da primeira conquista canarinho, Ari Clemente recebeu a reportagem da Gazeta Esportiva.Net em sua residência, na zona norte da capital paulista. Cercado pela esposa, Elenita, com quem divide alegrias e tristezas há 44 anos, pelos três filhos e pelos seis netos - o mais novo deles já devidamente fardado com a camisa do Timão -, o ex-lateral-esquerdo do Corinthians reativou a memória para falar da fatídica jogada em que se envolveu com o “Rei”.
O incidente ocorreu no dia 21 de maio de 1958, uma quarta-feira chuvosa e fria, no estádio do Pacaembu. Dias antes de viajar para a Europa, a seleção brasileira encarou um amistoso contra o Corinthians. Venceu por 5 a 0, mas, por pouco, não perdeu aquele que viria a se transformar no grande nome da conquista na Suécia.
“Tem muita gente que ouviu dizer, mas não viu o lance. Não foi maldade. Até hoje estou com minha consciência tranqüila. Conversei com o Pelé e ele sabe que não foi por mal, tanto que, no lance, eu saí jogando e a bola só parou quando voltou ao ataque do Santos”, lembrou Ari. “O campo estava deslizando. O Pepe bateu a falta com força e o Pelé quis pegar de primeira. Fui cobrir e coloquei a perna, aí o Pelé chutou a trava da minha chuteira. Eu nem vi”, completou, com riqueza de detalhes.
Clemente não carregou para fora dos campos qualquer tipo de ligação com Pelé, mas garante que não foi o lance do amistoso que impediu uma aproximação maior com o Atleta do Século. “O Pelé é um grande empresário e, às vezes, não tem tempo nem para a imprensa”, argumentou, admitindo, na seqüência, que respirou aliviado ao ver que o garoto foi confirmado na delegação brasileira que foi à Suécia, mesmo contundido.
“A seleção que saiu daqui para ser titular foi mudada inteirinha, principalmente o ataque. Levaram 24 jogadores para a Copa, incluindo o Pelé, machucado. Sei que ele não participou dos primeiros jogos, mas, graças a Deus conseguiram levá-lo e deu tudo certo.”
O ex-jogador assegurou também que não sofreu qualquer prejuízo por conta da jogada e que só guarda boas recordações dos tempos em que habitava o mundo da bola. “O futebol me abriu as portas e me deu tudo o que tenho. Não é muito, mas dá para viver com minha família, que é o mais importante para mim”.
Nesta entrevista exclusiva, o ex-lateral-esquerdo conta mais detalhes de sua curta carreira (durou apenas 13 anos), joga por terra a lenda sobre uma possível “praga” de Pelé para que o Corinthians não ganhasse títulos enquanto ele estivesse na ativa, fala sobre o comportamento do “Rei” em campo, do momento atual do Timão e, claro, de sua atual paixão: a família.
Gazeta Esportiva.Net – Quais as lembranças que o senhor guarda da Copa do Mundo de 1958?
Ari Clemente - Só guardo alegrias. Eu estava em início de carreira. A gente vibrou demais, pois já tinha perdido a Copa de 50 (para o Uruguai, no Maracanã). O pessoal fala da seleção que jogou a Copa de 1982, mas a de 58 foi uma maravilha.
GE.Net – Dá para guardar alegrias mesmo sendo taxado como o homem que quase tirou o menino Pelé da Copa?
Ari Clemente - Tem muita gente que ouviu dizer, mas não viu o lance. Não foi maldade. Até hoje estou com minha consciência tranqüila. Conversei com o Pelé e ele sabe que não foi por mal, tanto que, no lance, eu saí jogando e a bola só parou quando voltou ao ataque do Santos.
Fotos Fernando Pilatos / Gazeta Press |
| O lateral do Timão passou pelos anos de jejum |
| Só conseguiu um título em 1966 pelo Bangu |
| O mais novo de seus seis netos já é corintiano |
| Com a família no bairro do Imirim, em São Paulo |
GE.Net – Mas como foi o lance? O que aconteceu realmente?
Ari Clemente - O campo estava deslizando por causa da chuva. O Pepe bateu a falta com força e o Pelé quis atravessar para bater de primeira. Fui cobrir o meio e coloquei a perna, aí o Pelé chutou a trava da minha chuteira. Eu nem vi o que tinha acontecido.
GE.Net – Ser lembrado durante 50 anos por causa dessa jogada específica é algo que o magoa?
Ari Clemente – Não, pois isso sempre ficou mais por conta da imprensa. Eu resolvi o assunto com o Pelé e cada um continuou com sua carreira. De vez em quando, alguém mais jovem lembra e fala que “o Ari quebrou o Pelé”, mas nunca tive qualquer problema por conta disso não.
GE.Net – Mas chegou a temer pela não participação do Pelé na Copa? Acompanhou mais atentamente a seleção por causa disso?
Ari Clemente - A seleção que saiu daqui para ser titular foi mudada inteirinha, principalmente o ataque. Levaram 24 jogadores, incluindo o Pelé, machucado. Sei que ele não participou dos primeiros jogos, mas, graças a Deus conseguiram levá-lo e deu tudo certo.
GE.Net – Como é seu relacionamento atual com o “Rei”?
Ari Clemente - O Pelé é empresário, não tem tempo nem para a imprensa direito. Tive oportunidade de falar com ele na época em que jogava, depois não mais, até porque nunca gostei muito de ir para Santos.
GE.Net – Reza a lenda que, depois de ser atingido, o Pelé teria falado para o senhor que o Corinthians jamais ganharia um título enquanto ele jogasse pelo Santos, algo que realmente se concretizou. O que há de verdade nisso?
Ari Clemente – Só o tabu, pois eu nunca ganhei do Pelé enquanto joguei. Essa história não passa de lenda mesmo. O Pelé nunca falou isso para mim ou para ninguém. Havia respeito entre os jogadores.
GE.Net – Mas ele era do tipo provocador dentro de campo, não era? Dava cutucões, pancadinhas sem bola...
Ari Clemente - Ele não era bobo, claro, mas nunca tivemos problemas. Ele era caçado e não era bobo. Se alguém ia pra quebrar, ele ficava esperto, mas o Pelé procurava jogar futebol. Apenas isso.
GE.Net – E a história de que ele quase foi contratado para ser seu companheiro de Corinthians? O que o senhor lembra sobre esse assunto?
Ari Clemente – Isso, se aconteceu, ficou mais entre os dirigentes, nos bastidores. Mas é claro que eu queria que o Pelé tivesse jogado conosco. Com ele ao lado, o bicho estaria sempre garantido (risos).
GE.Net – Pelé à parte, o senhor também teve uma experiência na seleção, em um amistoso contra o Paraguai. Por que não teve seqüência?
Ari Clemente - Joguei apenas uma partida, em 1961, na comemoração do terceiro aniversário da Copa de 1958. Era um combinado Palmeiras e Flamengo. Eu era do Corinthians, mas fui convocado, pois o Geraldo Scotto, do Palmeiras, se machucou. Tinha muita gente boa na época e, como estourei a virilha, acabei não voltando mais.
GE.Net – Depois de sair do Corinthians, como foi o andamento de sua carreira?
Ari Clemente – Fui jogar no Bangu e conquistamos o Carioca de 1966, em um Maracanã lotado. Encerrei minha carreira no Saad, de São Caetano, cinco anos mais tarde.
GE.Net – E o que fez depois de pendurar as chuteiras: desistiu do futebol?
Ari Clemente – Trago algumas amizades, como o Aladim, que sempre me visita quando está em São Paulo, mas sou uma pessoa mais caseira e não gosto de ir ao campo ou ao Parque São Jorge. Virei bancário. Trabalhei 22 anos no banco Safra, primeiro como recepcionista e depois como segurança do senhor Ezequiel Nasser. Agora estou aposentado, curtindo minha família, cuidando da minha esposa, que sempre segurou as pontas. Tenho que dar esse presente para ela até o fim da minha vida e vou dar.
GE.Net – Para finalizar: como o senhor analisa o atual time do Corinthians? Dá para ganhar a Copa do Brasil?
Ari Clemente – Sem dúvida. Com esse time nós estamos vibrando. Esse é o Corinthians de antigamente. Está maravilhoso. Pode até perder às vezes, mas perde correndo, lutando. Estou adorando mesmo e acredito que, quarta-feira, vamos conquistar mais um título.
domingo, 8 de junho de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Saudade daquele time
Corinthians 2 x 1 Palmeiras - Paulistão 1995 (fase de classificação)
quarta-feira, 26 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
40 anos de um tabu que virou tabu
Os 2 a 0 do Corinthians de Paulo Borges e Flávio, na noite de 6 de março de 1968, quarta-feira cheia no Pacaembu, sobre o Santos de Pelé, foi a maior vitória corintiana nos anos 60.
- Hoje eles estão de parabéns pela vitória.
Síntese Dele, Pelé, ainda no gramado festivo daquele bissexto 1968. "O Ano que não Acabou", na obra não menos histórica de Zuenir Ventura sobre o ano do Verão do Amor, da Primavera de Praga, de tanta coisa e tanta gente especial.
Tão mítico que até o fim do tabu virou lenda e história.
Até porque o tabu não era tão tabu assim.
Foram expressivos e looooooongos 11 anos sem vitórias corintianas sobre o Santos. Mas apenas no Paulistão. Sobretudo contra o time de Pelé, o maior artilheiro do clássico, autor de 51 gols em 50 jogos contra o rival paulistano.
Mas eram 11 anos sem vitórias APENAS pelo Paulistão. Como se fosse pouco...
Só que, no período, o Corinthians venceu. Quatro jogos.
27/03/1958 - Corinthians 2 x 1 Santos.
21/03/1960 - Corinthians 2 x 1 Santos.
29/03/1961 - Corinthians 2 x 0 Santos.
Todos no Pacaembu, todos pelo Rio-São Paulo.
Em 16/06/1962, a última vitória corintiana, por 3 x 1, pela Taça São Paulo, no Parque São Jorge.
Antes disso, pelo Paulistão, a última vitória corintiana havia sido em 21 de julho de 1957. No Pacaembu, Corinthians 2 a 1.
No Paulistão, a expressiva campanha santista sem derrotas para o maior rival foi de 16 vitórias e 6 empates, de 1957 a 1968.
FÁBIO SINEGAGLIA LISTA O TABU NO PAULISTÃO:
03/11/1957 Corinthians 3 x 3 Santos PACAEMBU
22/12/1957 Corinthians 0 x 1 Santos VILA BELMIRO
14/09/1958 Corinthians 0 x 1 Santos PACAEMBU
07/12/1958 Corinthians 1 x 6 Santos VILA BELMIRO
26/08/1959 Corinthians 2 x 3 Santos PACAEMBU
27/12/1959 Corinthians 1 x 4 Santos VILA BELMIRO
31/07/1960 Corinthians 1 x 1 Santos VILA BELMIRO
30/11/1960 Corinthians 1 x 6 Santos PACAEMBU
17/08/1961 Corinthians 1 x 5 Santos PACAEMBU
03/12/1961 Corinthians 1 x 1 Santos VILA BELMIRO
23/09/1962 Corinthians 2 x 5 Santos VILA BELMIRO
04/11/1962 Corinthians 1 x 2 Santos PQ. S. JORGE
22/09/1963 Corinthians 1 x 3 Santos PACAEMBU
14/12/1963 Corinthians 2 x 2 Santos PACAEMBU
01/10/1964 Corinthians 1 x 1 Santos PACAEMBU
06/12/1964 Corinthians 4 x 7 Santos PACAEMBU
29/08/1965 Corinthians 3 x 4 Santos MORUMBI
14/11/1965 Corinthians 2 x 4 Santos MORUMBI
08/10/1966 Corinthians 0 x 3 Santos PACAEMBU
17/12/1966 Corinthians 1 x 1 Santos PACAEMBU
10/09/1967 Corinthians 1 x 2 Santos MORUMBI
10/12/1967 Corinthians 1 x 2 Santos MORUMBI
Além daquelas 4 vitórias corintianas, outros resultados no clássico, de 1957 a 1968:
13/04/1958 Corinthians 2 x 2 Santos TAÇA CHARLES MULLER PACAEMBU
30/04/1959 Corinthians 2 x 3 Santos RIO SÃO PAULO PACAEMBU
21/06/1962 Corinthians 3 x 3 Santos TAÇA SP VILA BELMIRO
03/03/1963 Corinthians 0 x 2 Santos RIO SÃO PAULO PACAEMBU
18/03/1964 Corinthians 0 x 3 Santos RIO SÃO PAULOTRJSP PACAEMBU
15/04/1965 Corinthians 4 x 4 Santos RIO SÃO PAULO PACAEMBU
27/03/1966 Corinthians 0 x 0 Santos RIO SÃO PAULO PACAEMBU
13/05/1967 Corinthians 1 x 1 Santos ROBERTO GOMES PEDROSA PACAEMBU
Na partida do dia 6 de Março de 1968, o Corinthians foi a campo com Diogo; Osvaldo Cunha, Ditão, Luís Carlos (Clóvis) e Marcial; Édson e Rivelino; Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo. Técnico: Lula.
O Santos jogou com Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Lima e Negreiros (Oberdã); Kaneko, Toninho Guerreiro, Pelé e Edu. Técnico Antoninho Fernandes.