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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Coluna do Torero na Folha de 28/10/08

JOSÉ ROBERTO TORERO

A montanha-russa corintiana


É só consultar manchetes do dia 28 de outubro de 99 até hoje para ver como o torcedor do Corinthians é pura emoção

SE HÁ ALGO que invejo dos corintianos, é a falta de monotonia. Sim, porque ser corintiano implica numa vida repleta de emoções, cheia de altos e baixos.
Para provar isso ao incréu leitor e à incrível leitora, dei uma olhada nas manchetes dos dias 28 de outubro da última década.
A primeira coisa que vi foi que os corintianos, que hoje assobiam na rua, há um ano estavam cabisbaixos.
O time passava por uma crise terrível. Tinha que pagar uma fortuna por Nilmar, com quem não ficaria, e estava na zona de rebaixamento.
Nelsinho Baptista escalava os jovens Lulinha e Dentinho na esperança de dar mais velocidade à equipe e o clima no Parque São Jorge era plúmbeo (eu sabia que um dia ainda usaria esta palavra).
Mas em 2005 era só festa. A equipe tinha acabado de vencer o Paysandu fora de casa, ajudado por dois erros do auxiliar Belmiro da Silva, que validou um gol irregular do Corinthians e anulou um legítimo do Paysandu. Faltavam oito jogos para o fim do campeonato. Tevez dizia que o time jogava como campeão. Já o atacante Rafael Moura, então no Paysandu, reclamava: "Desse jeito pode dar a faixa para o Corinthians".
No ano anterior, ventos fúnebres.
O time empatava com o Criciúma e estava em oitavo lugar no torneio.
Tite era o técnico e, no meio daquele jogo, os jogadores ficaram sabendo da morte do jogador Serginho, do São Caetano. Ensaiou-se um minuto de silêncio, e Fabinho, volante corintiano e amigo do zagueiro, ao fim da partida saiu de campo chorando.
Em 2003, um raro ano morno. O Corinthians tinha escapado do rebaixamento e não tinha chances de disputar o título. O capitão Rogério dava entrevista sem entusiasmo, e o técnico Juninho se esforçava para parecer animado com a volta de Vampeta ao time, que acabou o Brasileiro num mediano 15º lugar.
Em 2002, risos e aplausos. O time estava bem no campeonato e o técnico Carlos Alberto Parreira, que já tinha ganhado a Copa do Brasil, superando o Brasiliense, falava em conseguir também o título brasileiro. Porém perderia os dois jogos finais para o Santos.
No primeiro campeonato do século, o dia 28 de outubro era de caretas e cenhos franzidos. O Corinthians, dirigido por Luxemburgo, enfrentaria o Santos, onde jogava Marcelinho Carioca. Venceria por 2 a 0, mas o Timão acabaria o torneio num reles 18º lugar entre os 28 times.
Em 2000, depois da conquista do Mundial da Fifa, o time estava em crise. A notícia de 28 de outubro era a chegada de Roque Citadini como vice-presidente de futebol. Uma de suas primeiras providências foi acabar com os bichos por vitória. O técnico era Candinho, o zagueiro João Carlos estava sendo afastado e era preparada uma grande lista de dispensa.
E, em 1999, a Folha noticiava a derrota de 2 a 1 para o San Lorenzo, no Pacaembu, que eliminou o time da Copa Mercosul. Nem as cheerleaders contratadas para animar a torcida conseguiram fazer algo. O Corinthians estava em crise. Grave crise. Mas dali a menos de três meses seria campeão mundial.
Enfim, a vida do torcedor comum é cheia de altos e baixos. Mas a do corintiano tem cumes e abismos.

torero@uol.com.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Nós, corintianos

Coluna do Juca

Nós, corintianos

A Série B, de Brasil, não está sendo suficientemente forte para botar à prova o time do Corinthians

NÓS, CORINTIANOS , somos os tais que temos um time em vez de o time nos ter, na frase imortal do saudoso jornalista José Roberto de Aquino.
Nós, corintianos, temos a mania de nos bastar, de ir ao estádio para nos curtir, às vezes mais mesmo até do que curtir o time.
Porque nem sempre o time é daqueles de se curtir.
Mas nós, não. Seja qual for o nosso estado de espírito, nada como um estádio repleto de nós.
Temos uma incrível capacidade de lidar com a frustração, tanto que já jejuamos por 22 anos e, mesmo assim, em vez de emagrecer, engordamos. E como!
Consolidamos nossa maioria em tempos de seca, tornamo-nos insuportavelmente ainda mais numerosos nos tempos de colheita e nos demos até ao luxo de provar que a Série B, de Brasil, pode ocupar o espaço antes dedicado à Série A, hoje de Argentina, mas, quando nela estávamos, então A de América, que é maior que o Brasil. Como voltará a ser, aliás, em 2009, para sossego da TV, atrás da audiência perdida.
Só não podemos cair na armadilha da arrogância, coisa típica de quem come mortadela como se fosse caviar, característica dos emergentes, das minorias que, quando vêem doce, se lambuzam, da gente que se deslumbra com vitórias circunstanciais, que não têm a verdadeira dimensão do épico, do dramático, do visceral.
Porque a par dos méritos inegáveis de Mano Menezes, da contribuição de zagueiros como William e Chicão, dos golaços de André Santos, da devoção de Herrera, os adversários são tão fracos que não só perdem para si mesmos e derrapam sempre que podem se aproximar como não serviram para avaliar o poderio do nosso time. André Santos, por exemplo, marca mal. Douglas e Morais, de belos toques, passes e lançamentos, precisam ser testados em momentos de decisão. E assim por diante.
Nós, corintianos, alegre bando de loucos, não podemos nos iludir.
Sejamos humildes, reconheçamos nossos erros recentes como quando nos igualamos aos demais e fechamos os olhos diante de uma vitória fugaz, a de 2005, na contramão das nossas origens, sempre de ônibus, jamais de carrão.
Nós, corintianos, devemos manter os vínculos entre as arquibancadas e os gramados, sem permitir que aventureiros, venham de onde vierem, nos conduzam para armadilhas que são sinônimos de crise e de vergonha.
Londres, lembremos, nos deu um nome e já é mais que suficiente.
Lembremos, ainda, que estamos às portas de completar nosso primeiro centenário. Somos os primeiros entre os grandes no Estado de São Paulo a fazer cem anos, porque, entre os grandes, não adianta tentar usurpar a hegemonia, ofender a realidade, somos os primeiros. No Estado e nesta desvairada cidade, cujo maior defeito, como se sabe, é não se chamar Corinthians.
Nós, corintianos, portanto, podemos e até devemos festejar a conquista que se aproxima inexoravelmente. Mas com os pés no chão e os olhos voltados para 2010, quando o mínimo que queremos, e podemos, é comemorar o bicampeonato mundial de clubes da Fifa.

JUCA KFOURI

sexta-feira, 15 de agosto de 2008


Do Blog do Juca




A volta da concha acústica

Se o governador José Serra aprovar, em breve o Pacaembu receberá um presente da artista plática Regina Silveira: a antiga concha acústica que dava um charme especial ao estádio voltará, ao menos, pintada no horroroso tobogã que o prefeito Paulo Maluf mandou erguer ao demoli-la, em 1969.

Típica obra da arquitetura da ditadura, como o Minhocão paulistano, o tobogã foi daquelas intervenções autoritárias só possíveis diante da intimidação da comunidade.

O tobogã, por sinal, que na verdade deveria ser demolido, é tão nefasto que foi na noite de sua inauguração que Tostão levou a bolada do corintiano Ditão, o que lhe valeu um descolamento de retina que acabou por abreviar sua brilhante carreira..

Regina Silveira tem o projeto há anos e pode vê-lo viabilizado por ocasião da inauguração do Museu do Futebol, em meados de setembro.

sábado, 5 de julho de 2008

Safadezas

Do Blog Democracia Corinthiana


Paciência de Jô

Ser corinthianos nos dias de hoje é um exercício constante de paciência, devido ao muito que já se espera pela estabilidade administrativa - talvez uma ilusão tão grande quanto a do estádio.

Jô no Corinthians nunca foi uma unanimidade. Soube esperar o seu momento, e tentou aproveitar quando teve a oportunidade. Passeou entre críticas ferozes e elogios contidos. Após alguns anos dessa dicotomia, foi prá Russia sem deixar saudades explícitas, e lá, embora não tenha sido herói, foi menos cobrado, respondeu ao que lhe pediram, e pode gozar de mais carinho dos torcedores, o que lhe ajudou a se consolidar no mercado europeu como jogador promissor.

Qualquer visita aos sítios europeus de notícias esportivas pode confirmar o interesse nele vindo das principais ligas do mundo. Ao que parece, o presidente corinthiano era o único no mundo do futebol que não sabia disso, ou pelo menos finge não saber.

Os otimistas de plantão terão que se esforçar prá dizer que a perda de quatro milhões de reais não foi assim tão trágica. Um bom argumento pode ser que mais trágico que isso será o que o clube perderá após a iminente venda de Dentinho e André Santos, que tiveram uma porcentagem dos seus passes vendidos a preço de banana ao dono de uma pequena rede de supermercados.

É evidente, para um observador mais criterioso, que se refazemos a pergunta a verdade vem à tona de forma mais cristalina. Qual é o fato por trás dessa notícia, que o Corinthians perdeu dinheiro ou que tem gente ganhando às custas da nossa aparentemente involuntária ingenuidade? Quem são os que estão ganhando?

As respostas talvez nos levem a duas conclusões terríveis: a de que a nada foi involuntário - e portanto não houve ingenuidade - e a de que o futuro do clube pode ser ainda mais obscuro que o presente.

(Democracia Corinthiana, http://democraciacorinthiana.wordpress.com/2008/07/03/paciencia-de-jo/, 03/07/08)

Do Blog do Juca

Paciência com a audiência

Não foram poucas as mensagens cobrando que se comentasse aqui o ibope da final da Libertadores na Globo, com 31 pontos.

Os cobradores vêem aí a prova irrefutável de que o Corinthians não é o que se diz, pois contra o Bragantino seu jogo obteve 26 pontos na Globo, além de mais dois na RedeTV.

Este blog não é sobre televisão e, aliás, se fosse, estaria se divertindo com a previsível decadência dos camelódromos dominicais da TV aberta.

Apenas se comentou, aqui, a questão da TV, dias atrás, pelo simples motivo de ter causado muita polêmica a opção da Globo em transmitir para o São Paulo um jogo desimportante do Corinthians em vez da primeira partida final da Libertadores.

Mas não foram poucos os que acharam que havia ali um interesse do blogueiro em puxar a sardinha para a brasa de seu time de coração.

Pois bem.

Se é assim, lá vai: a final da Copa do Brasil deu sete pontos (378 mil domicílios) a mais em São Paulo que a da Libertadores, fato que está na mesma notícia sobre a audiência da última quarta-feira e, ao que tudo indica, os anticorintianos nem notaram...

Certamente por causa da enorme torcida do Sport em São Paulo, muito maior que a de Flu e LDU somadas.

Além do que, convenhamos, a final da Libertadores dar apenas três pontos a mais que um jogo da série B revela, apenas, a força de audiência do Corinthians, não o contrário.

Para constatar tamanha obviedade basta ter um pouco de inteligência.

E muuuuuuuuuuuuuita paciência...

As meninas do Timão

Do Excelente Blog Jogos Perdidos

01/07/2008


Antes das férias, mais uma vitória alvinegra pelo Paulista Feminino!

Fala pessoal!

Fechando os posts do final de semana, o domingo à tarde reservou mais um jogo do Campeonato Paulista Feminino 2008, agora na cidade de Guarulhos. Com a companhia do amigo Fernando Correia, seguimos até o Estádio Antônio Soares de Oliveira para o clássico paulistano entre Corinthians e Juventus, a última rodada do torneio antes das férias gerais que paralisam o campeonato até o próximo 02 de agosto. E como fazemos aqui no JP, sempre que a oportunidade aparecer mostraremos o campeonato feminino, que está tomando forma e ficando mais empolgante.

E como não poderia deixar de ser, seguem as fotos oficiais do jogo:

SC Corinthians P (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

CA Juventus (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

Trio de arbitragem do jogo com as capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez.

Os dois times fazem parte do Grupo 2, que tem o Santos líder, mas com o alvinegro do Parque São Jorge logo atrás. O Juventus está em sexto lugar, ainda lutando por uma vaga na próxima fase. E a partida mostrou bem a posição dos times na tabela. Um Corinthians melhor e um Juventus se preocupando mais com a defesa do que com o ataque nos primeiros minutos. E depois do susto inicial, o time grená viu que poderia tentar algo melhor e equilibrou o jogo, criando também chances de marcar.

Jogada rápida pela direita do ataque corintiano. Foto: Fernando Martinez.

Mas foi o Corinthians quem marcou primeiro com a atacante Nilda marcando de cabeça após bom cruzamento pela direita. Depois desse gol, o Juventus até ameaçou, mas as chances mais agudas foram mesmo do time do Parque. Vale registrar a boa movimentação das duas equipes, longe do estereótipo antigo e que alguma parte da torcida em geral ainda acredita. Muitas jogadoras mostram ótimo toque de bola e um domínio incrível, deixando muito marmanjo no chinelo.

Momento exato da cabeçada que resultou no primeiro gol alvinegro no jogo. Foto: Fernando Martinez.

Goleira grená sai com tudo e evita gol corintiano. Foto: Fernando Martinez.

E até o final dos primeiros 45 minutos não tivemos mais alteração no placar e o jogo foi com a vantagem mínima alvinegra para os vestiários. No intervalo lógico que fomos aproveitar as guloseimas do estádio. Mas fica o protesto do JP, pois lá não tem mais queijo-quente! Algo que fazia a festa do pessoal do blog e que foi excluído do vasto cardápio do local. Começaremos a campanha "volta queijo-quente!", para os jogos do Guarulhos e do Flamengo na Copa FPF.

Mais uma jogada pela direita, aonde se concentravam os melhores ataques alvinegros. Foto: Fernando Martinez.

Para o segundo tempo, o Corinthians melhorou bastante e passou a jogar em cima da defesa juventina, criando chance atrás de chance. E a aratilheira Nilda fez seu nome com mais dois gols, um por cobertura e outro de pênalti, para fazer seu "hat-trick" e deixar o Corinthians com 3 a 0 no placar. O Juventus tentou uma reação em seguida, mas a goleira alvinegra defendeu um pênalti de maneira brilhante.

Segundo gol do Corinthians, em belo toque por cobertura da camisa 9. Foto: Fernando Martinez.

O Juventus aqui perdeu a chance de diminuir o placar em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.

O Corinthians ainda chegaria ao quarto gol com Priscila e Patrícia diminuiria para o Juventus em cobrança de pênalti agora convertida. O jogo foi muito agradável nessa segunda etapa e deixou a certeza que o Corinthians está no rumo certo. O time foi formado faz pouco tempo e já mostra em campo uma grande evolução. De acordo com uma diretora do futebol feminino, Cristiane, o time tem dificuldades financeiras, mas compensa isso com uma ótima comissão técnica e com muita raça. E o trabalho tanto rende frutos que duas atletas alvinegras farão parte do time feminino que jogará as Olimpíadas em Pequim.

Mesmo com a boa vantagem, o Corinthians continuou atacando. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo então com Corinthians 4-1 Juventus. O Corinthians igualou a pontuação do Santos, mas com um jogo a mais. O Juventus por sua vez permanece na sexta posição lutando contra o tempo. E o campeonato agora só volta em 02 de agosto. Bom, e depois do jogo voltamos para casa e ainda consegui ver o final do jogo aonde a Espanha se sagrou Campeã Européia 2008. Meu sangue espanhol agradece e comemora bastante essa conquista!

E logo mais tem mais

Fernando

terça-feira, 17 de junho de 2008

Do Blog do Citadini

Traffics, Sondas e outros mais

Nota Oficial
Por Sport Club Corinthians Paulista

O Sport Club Corinthians Paulista vem a público informar que cedeu à empresa D.I.S. Esporte e Organização de Eventos Ltda., de propriedade do empresário Delcir Sonda, o percentual de 22,5% dos direitos econômicos decorrentes das transferências envolvendo o atleta Bruno Ferreira Bonfim (Dentinho), 22,5% dos direitos econômicos decorrentes das transferências envolvendo o atleta André Clarindo dos Santos (Andrés Santos) e 25% dos direitos econômicos decorrentes das transferências envolvendo o atleta Renato de Araújo Chaves Júnior (Renato).
Os atletas em questão permanecerão vinculados ao Sport Club Corinthians Paulista e a empresa D.I.S. Esporte e Organização de Eventos Ltda. não terá qualquer influência nas futuras transferências, fazendo jus tão-somente ao percentual dos direitos econômicos ora adquiridos.
Corinthians

(SC Corinthians Paulista, http://www.corinthians.com.br/2008/noticias/conteudo.asp?id=2371, 16/06/2008, 15h16)

Comentário do Blog do Citadini:
A participação de empresas e empresários no futebol é fonte permanente de preocupação da FIFA. Uma nova regulamentação começa a vigorar este ano, com proibição de terceiros (isto é, dos "não-clubes") de se envolver em compras e vendas dos direitos financeiros em contratos de jogadores (o antigo passe). A FIFA não quer um "mercado paralelo" de "negociantes" de atletas. Não se trata de veto ao capital privado ou a qualquer tipo de investidores. Eles serão aceitos, quando forem proprietários de clubes, e não apenas no mercado de compra e venda de "passes". No Brasil, neste nosso sub-capitalismo, os empresários não desejam comprar clubes, sofrer com o dia-a-dia de vitórias e derrotas. Preferem comprar "direitos" de "passes". É mais fácil, dá muito mais lucro e deixa alguns investidores longe do foco da Mídia. Atuam deste modo como se fossem "agiotas" do mercado financeiro: têm dinheiro, emprestam, investem, recebem etc, mas permanecem um pouco à margem do mundo financeiro. À luz das normas do futebol, estes contratos paralelos com estes empresários que compram "passes" ou partes destes, nada valem. E trazem para o mundo futebolístico novos problemas. Para o Clube - com necessidades financeiras urgentes - eles resolvem de forma pontual, ou melhor, dão um pequeno fôlego. Para o futebol, como um todo, constituem-se em retrocesso, e lançam todo tipo de suspeita.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Audiência

Maioral.

Corinthians x Sport registrou a melhor audiência do futebol na Grande São Paulo em 2008: 35 pontos de ibope. No horário do jogo, 51% dos televisores ligados estavam sintonizados na final da Copa do Brasil.

Folha de S.Paulo,06/06/08, PainelFC.

Blog do Citadini, direto da Sicilia.

domingo, 1 de junho de 2008

Do Blog do Juca

O quarto passo do Timão 100%

Contra um time excessivamente violento e incapaz de levar perigo ao seu gol, o Corinthians passeou pelo Pacaembu em ritmo de poupança para o jogo que interessa, na quarta-feira, contra o Sport.

E assim ganhou do Fortaleza só por 1 a 0, gol de Alessandro, de fora da área, em bola desviada pela zaga cearense, aos 22 minutos, no primeiro tempo.

Ainda no primeiro tempo, o centroavante Lima desperdiçou duas chances claras de gol e de fazer seu nome junto à torcida corintiana.

Numa delas, é verdade, o goleiro fez boa defesa.

Pior que ele só Fábio Ferreira que, por egoísmo, não deu o segundo gol ao tentar marcar sem ângulo com três companheiros pedindo a bola na pequena área.

No segundo tempo, Fábio Ferreira quase fez, aos 27, mas Tiago Cardoso fez sua segunda grande defesa no jogo.

A resposta do Fortaleza veio em seguida, na única chance criada em todo jogo, mas mandada por cima, sem, portanto, que Felipe precisasse intervir.

Aos 29, enfim, o árbitro resolveu expulsar um dos brucutus do Fortaleza.

Aos 34, Herrera que acabara de entrar, aproveitou-se de bela jogada do estreante Elias e liquidou a partida que, na verdade, estava liquidada desde o começo porque o goleiro Felipe, por exemplo, só passou frio, perigo jamais: 2 a 0.

O Corinthians segue 100% e deu seu quarto passo em direção ao lugar que é seu na Primeira Divisão.

Nada menos que 24 mil corintianos passaram frio nas arquibancadas, mas, novamente, saíram felizes do estádio, com virou hábito nas tardes de sábado.

Além do mais, viram a boa estréia de Elias, uma ótima atuação de Fabinho, mais um gol de Herrera, ou seja...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Do Blog do Juca

Perto da redenção

O Corinthians está a dois jogos,contra o bravíssimo Sport, de fazer do limão de 2008 uma saborosa limonada.

Aquele que era para ser o ano da provação, pode virar uma grande festa se o tricampeonato da Copa do Brasil vier, para garantir vaga na Libertadores de 2009, um dos mais cobiçados, se não o mais cobiçado prêmio do Campeonato Brasileiro da Série A.

Porque a Série B tem tudo para virar, com o amor próprio de time grande resgatado, um festivo desfile por São Paulo e pelo país afora.

É claro que o Corinthians não terá a chance de lutar para ser o terceiro pentacampeão brasileiro, mas a vitória diante do Botafogo nos 2 a 1 do Morumbi, e nos 5 a 4 da decisão em chutes da marca de pênalti, revela um grupo de abnegados.

Faltam dois passos, lá e cá ou cá e lá.

Que precisam ser dados com a mesma humildade de quem corre atrás de um prato de comida, como faz boa parte dos 62 mil corintianos que viveram mais uma noite inesquecível em preto e branco.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Morreu Carbone

Do Blog do Citadini

Morreu Carbone

Faleceu ontem,aos 80 anos,Rodolpho Carbone,nosso meia esquerda Carbone,grande jogador do Corinthians dos anos 50.

Chegou ao clube vindo do Juventus ,em 1951, e foi logo ganhando destaque e fazendo muitos gols.Participou do famoso ataque com Cláudio,Luizinho,Baltazar e Mário.Foi campeão pelo Corinthians em 1951 e 1952;em 1954 ganhou o famoso título de campeão do IV Centenário-uma das jóias de nosso clube.Venceu ,também, o Rio-São Paulo de 1953 e 1954.Em 1951 marcou o gol de número 100, no famoso ataque dos 103 gols feito pelo clube na temporada. Foi homenageado-juntamente com o jogador Gil-,em 2003 quando o Corinthians marcou o gol 1.000 em campeonato brasileiro.Carbone,nosso meia-esquerda ,deixa uma lição de históricas conquistas e de amor pelo Corinthians.

Junto com seus familiares todos nós,corinthianos que o viram jogar,e mesmo aqueles que só o conheceram pela história,estamos de luto.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Disse tudo

Do Blog do Edson


Vacilaram e sentaram na graxa no final

O jogo foi renhido, duro e marcado por uma vacilada feia. Levar aquele segundo fol faltando alguns minutos para acbar dá vontade de chutar o cachorro, coitado. Só não foi mais difícil do que assistir a equipe de comentaristas cariocas da Globo/Ibope/Botafogo e toda aquela parcialidade que a gente já está acostumado.Eles são o Neto ao contrário. Um Bairrismo infantil, que contamina as análises e vai irritando o torcedor ao longo do jogo. A ele.

Olha rapaziada, não foi tão ruim assim. Até acho que conseguimos empatar o jogo no final, mas o bandeirinha tava louco para anular qualquer coisa que viesse do lado do Todo Poderoso. A Sportv não conseguiu tirar minhas dúvidas, porque não tem um replay decente, nem vontade de tê-lo pelo jeito. Mas aí quando a coisa fica na discussão do replay, também não dá para culpar o juiz.

Falando em Sua Senhoria, não acho que ele tenha modificado o jogo em nenhum lance capital. Mas foi irritante a quantidade de faltas invertidas, faltas não marcadas e a disciplina com que ele buscou amarelar nossos pendurados. Além da imensa paciência com a turma de chorões que estava histérica, berrando, pedindo: “me chuta, me bate pelo amor de Deus”. Um negócio de mulher de malandro, que vou falar um negócio pra vocês…

Eu acho que o Timão vinha bem até a substituição do Rincón pelo Fabio Ferreira, porque aconteceram duas coisas: recuamos e demos campo para Turma do Chororó e o Fabio Balada acertou um dos melhores cruzamentos de toda a sua vida, coroando a m…, a m…, a maldade que o Mano fez mandando o zagueiro esvoaçante para o jogo.

De bom, o golzinho do Carlos Alberto, o passe de El Matador, que agora também resolveu virar garçom, e a volta da muralha em lances capitais, embora tenha 1/4 da culpa do segundo.

O Carlos Alberto, que vinha fazendo uma ótima partida, inclusive o golzinho, resolveu ter um ataque de Carlos Alberto e também colaborou para a vitória dos Chorões.

Agora o negócio ficou ruim, mas ficou bom. Ruim porque temos de ganhar. Bom porque fizemos um e esta Copa é de se jogar com o regulamento colado no sovaco.

E a escalação pedida aqui no Blog, com Lulinha e Eduardo (que Toninho Cerezo que baixou nele, heim?) funcionou bem no primeiro tempo. Agora é ir para cima deles no jogo de volta do Lacraião. Minha dúvida fica uma só: vamos de Dentinho ou Lula Molusco?

domingo, 18 de maio de 2008

Torero - Coluna da Folha de São Paulo

JOSÉ ROBERTO TORERO

Ressacas

Times de futebol também sofrem de babalaze; algumas demoram tanto a passar que o jeito é beber para esquecer

BOÊMIA LEITORA, alcoólatra leitor, as ressacas podem ser terríveis. Aposto que vocês sabem disso. Quem nunca teve uma ressaca que atire o primeiro Engov!
Os sintomas variam, mas em geral a cabeça dói tanto que a gente pensa que os neurônios se revoltaram, pegaram martelos e estão quebrando tudo por lá. A boca fica tão seca que não há Amazonas que cure sua sede.
Há uma grande dificuldade de concentração (por exemplo, se você está de ressaca, já deve ter lido esta linha três vezes). E, como esta Folha pode estar sendo lida no café da manhã, nem vou falar em dores de estômago, náuseas e vômitos.
Como todos sabem, há dois tipos de ressacas: as de alegria e as de tristeza. As de alegria, é claro, vêm de comemorações. Geralmente são de champanhe ou cerveja e não duram tanto tempo. Já as de tristeza acontecem porque você teve um mau dia e tentou afogar-se em cachaça, rum ou gim. Estas são mais graves. Algumas demoram tanto a passar que o jeito é beber para esquecer a ressaca. Com os times de futebol dá-se o mesmo. Eles vieram de suas festas estaduais e muitos ainda estão de babalaze.
O Flamengo, por exemplo, perdeu do América do México porque estava curtindo sua alegre ressaca pelo campeonato do Rio de Janeiro. Mas ela foi tão grande que gerou a derrota na Libertadores, que, por sua vez, gerou outra ressaca, desta vez de tristeza. Porém, graças à vitória sobre o Santos B, a dor de cabeça já começa a passar.
A ressaca do Palmeiras também é compreensível. O time não ganhava o Paulista havia mais de uma década e tinha mesmo que comemorar. Mas na próxima rodada já estará livre dos eflúvios etílicos e deve voltar a jogar bem.
Por outro lado, os ressacados-tristes se deram mal. O Goiás, por exemplo, que perdeu a final do Estadual para o Itumbiara (e com duas derrotas), mostrou que ainda não se recuperou completamente.
Tanto que perdeu para o Náutico, que vem de uma ressaca pernambucana. Na próxima semana, o Goiás enfrenta outra equipe com sérios problemas ressacais: o Atlético-MG, que tomou seis doses da cachaça Cruzeiro na final do Mineiro. A ressaca é tanta que, mesmo em casa e contra dez reservas, o Atlético não venceu o Fluminense.
Sinal de que a dor de cabeça ainda vai durar algum tempo.
Mas ressaca mesmo foi a do Ipatinga. Após ser campeão estadual em 2005 e vice da Série B em 2007, foi rebaixado no Mineiro de 2008.
Uma grande decepção. E promete ser longa, pois começou perdendo em casa. Talvez, no final do ano, haja a ressaca do rebaixamento.
Por outro lado, há alguns (dos quais tenho profunda inveja) que resistem às ressacas, como Inter e Cruzeiro. Ganharam seus Estaduais, com goleadas nas finais, e venceram na primeira rodada do Brasileiro. O Cruzeiro, fora de casa.
O Inter, com os reservas.
Estes abençoados são como aquele colega de escritório que, na sala do cafezinho, no dia seguinte à esbórnia de fim de ano, te pergunta. "Não brinca?! Você ficou de ressaca? Engraçado, eu não senti nada."
E depois sai assobiando.
E aí você joga a cafeteira na cabeça dele.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Do Jornal da Tarde e do Blog do Citadini

Quem é que manda


COSME RÍMOLI


Wellington Paulista, Bolívar, Magrão, Alex Mineiro e o colombiano Macnelly Torres poderiam estar no Corinthians e o time muito mais forte para começar a Série B do Campeonato Brasileiro. Outra coisa: por medo de falta de apoio da‘Fiel’, o presidente Andres Sanches queria levar o time para jogar em Barueri as partidas da Copa do Brasil. As revelações são do ex-diretor de futebol, Carlos Roberto Auricchio, ao JT.

“Perdemos atletas importantes que estavam nas nossas mãos por que só entra no Corinthians jogador indicado pelo Antônio Carlos.

Nunca houve tanto poder na mão de uma só pessoa. Ele é o dono do futebol do clube. Resolvi sair porque tenho história no clube. Não sou vaquinha de presépio.”

Auricchio é direto.

“Os problemas se tornaram insuportáveis porque sou contra o método do Antônio Carlos. Mas acontece que ele é quase irmão do Andres Sanches. Ele fala diretamente com os jogadores e acaba jogando o clube contra a diretoria.
Falou com o Denis, com o Christian. Com o Kléber Pereira, então, telefonou desde fevereiro.

Convenceu o Andrade a largar o Vasco. Disse que todos estavam contratados. Deu tudo errado porque os presidentes dos clubes ficaram possessos ao saber do método do Antônio Carlos, que nós mesmos achávamos errado. Cadê esses jogadores?”, pergunta.

O ex-diretor revela que houve uma reunião preocupante antes do jogo contra o Goiás pela Copa do Brasil.

“O presidente Andres não acreditou que fôssemos encher o Morumbi na partida contra o Goiás.

Ele disse que o time vinha de derrota e que os torcedores não iriam em grande número. O melhor para ele seria fazer o jogo na arena do Barueri. Falou que iria transformar o lugar em um caldeirão. Foi preciso um representante da Gaviões da Fiel que estava na reunião sugerir diminuir o preço dos ingressos e garantir que os torcedores iriam para convencer Andres.

A idéia de reduzir o preço é da nossa própria torcida.”


"O Andres está virando as costas para a base que fez dele o presidente do clube"

Carlos Auricchio, ex-diretor de futebol, um dos que mais brigaram por Andres



Péssimo relacionamento


Auricchio revela que o relacionamento no futebol do Corinthians era péssimo e confuso.

“O Mário Gobbi perdeu a eleição para a presidência do Conselho Deliberativo e virou vice de futebol.

Quando assumiu disse não entender nada de futebol. Só que depois de quatro meses ele parecia saber mais do que todos nós juntos. Eu e o outro diretor de futebol, Eli Werdo, passamos a ser proibidos de dar entrevista. Só o
Mário poderia falar. Ele e o Antônio Carlos, lógico. Só que eu e o Eli temos vergonha na cara. Pedimos para ir embora. Deixa quem quer aparecer sair nas fotografias.”

Auricchio revela que logo sentiu que as coisas não seriam normais desde o começo do trabalho, ainda no início do ano.

“Eu consegui a prioridade do Bolivar, zagueiro campeão da Libertadores pelo Inter, um baita jogador.
Não quiseram nem me ouvir.

Com o Wellington Paulista, também. O Magrão queria sair do Inter agora, mas não me deram ouvidos. Mesma coisa o Alex Mineiro, mas não quiseram brigar com o Palmeiras. O máximo foi o Torres, o meia titular da Seleção da Colômbia. Excelente jogador, com 23 anos. Por US$2 milhões ele seria nosso. Mas resolveram gastar a mesma coisa pela metade do Douglas. Desisti de entender.”

Auricchio foi o diretor do time campeão brasileiro em 1990.


(Jornal da Tarde, Esportes, 09/05/2008, p. 4)

sábado, 26 de abril de 2008

Jogo do Corinthians no Futebol Feminino

Do imperdível blog Jogos Perdidos


Boa vitória corintiana no Paulista Feminino

Opa,

Depois da grande cobertura da Segundona no fnal de semana, segunda-feira sendo feriado é algo que devemos curtir até o último momento. E descobri um joguinho na tarde agradável de São Paulo. E o jogo foi por um torneio que não é tão conhecido assim e que poucas pessoas param realmente para assistir, é o Campeonato Paulista Feminino da 1ª divisão. Fui sozinho então para o Estádio Nicolau Alayon ver o jogo entre Corinthians e Paulista.

E o que me fez realmente ir ver esse jogo, além de achar bastante interessante o futebol feminino, foi que nesse ano não temos uma proliferação tão grande dos insuportáveis times com denominações do tipo "nome1/nome2/nome3", os famosos "times-barra". Somos totalmente contra times com esses nomes, pois parecem tudo, menos times de futebol. Ano passado o Paulista Feminino era infestado dessas coisas, e em 2008 isso melhorou muito, e a maioria das equipes são tradicionais do futebol paulista.

Tanto que se fosse um jogo entre Corinthians e algum "time-barra" eu nem teria saído do meu doce lar para acompanhar, mas como eram dois times "normais", fiz questão de aparecer lá. Cheguei a tempo das fotos posadas, mas em virtude do jogo ter transmissão direta ao vivo, isso criou empecilhos a mais, e em virtude disso, fiquei mesmo nas arquibancadas.

Times perfilados para a execução do Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

E o Paulista Feminino tem 18 equipes disputando o título. Divididas em dois grupos de nove times cada, se classificando para a segunda fase as quatro primeiras de casa grupo. As oito equipes se dividem em dois grupos de quatro times cada, com as duas primeiras garantindo vaga na terceira fase. A terceira e quarta fases são em jogos de ida e volta até a Campeã ser conhecida.

E um bom público esteve presente para acompanhar o futebol das meninas, mesmo sendo feriado. E o legal é que vi um ótimo jogo de futebol. Logo aos 2 minutos o Corinthians abriu o placar em jogada rápida do seu ataque que terminou com o chute de Nilda. A goleira do time de Jundiaí falhou no lance e deixou o alvinegro sair na frente.

Mas o que pintava como goleada não passou de uma impressão. O time alvinegro chegava poucas vezes no ataque e nas vezes em que conseguia acertar o lance errava nas conclusões. O time do Paulista mostrava bastante vontade e passou também a ameaçar em contra-ataques. E na hora em que o Paulista estava melhor, o Corinthians chegou ao segundo gol, num gol contra da zagueira do Galo.

Exato momento em que zagueira do Paulista cabeceou para dentro das próprias redes marcando o segundo gol alvinegro. Foto: Fernando Martinez.

Depois disso o Paulista marcou um golaço que seria o primeiro, num chute por cobertura maravilhoso, mas o árbitro anulou o lance, deixando o pessoal de Jundiaí bastante irritado. E daí até o final da primeira etapa o jogo ficou melhor, com o Paulista marcando finalmente o primeiro em chute também por cobertura. O Corinthians então ampliou e o Paulista no final marcou o segundo gol em belo lance. Final de primeiro tempo, bom jogo e placar de 3 a 2 para os mandantes.

Jogadora corintiana chuta por cima a chance do segundo gol do time. Foto: Fernando Martinez.

Mais um ataque do Corinthians e mais um chute por cima. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui conferir o tipo de público presente no Nacional e vi que a freqüência é diferente mesmo no futebol feminino. Muitas famílias de jogadores, e muitas, mas muitas mulheres mesmo. Nem preciso dizer que o clima fica muito mais agradável...

Bom, o segundo tempo então veio e no início o Paulista teve a chance de ouro de entrar de vez no jogo e empatar a partida numa grande bobeada da zaga corintiana. A zagueira e a goleira bateram cabeça e a bola sobrou livre para a jogador do Paulista, mas ela chutou na trave. E para tristeza ainda maior do time do interior, minutos depois o Corinthians marcou seu quarto gol.

Jogadora do alvinegro tenta bicicleta, mas segundos depois, a bola sobraria para a camisa 5 ampliar para o Corinthians. Foto: Fernando Martinez.

Ataque do Timão com a defesa do Paulista em desespero no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O Paulista sentou demais o gol corintiano e se entregou completamente. O alvinegro teve inúmeras chances para ampliar o placar e foi aproveitando algumas delas. Marcou mais três gols e perdeu outros vários, muitos em ótimas defesas da goleira jundiaiense. Mas no final não teve jeito mesmo para as visitantes: Corinthians 7-2 Paulista. O Corinthians agora é líder do grupo, junto com Santos e São José, com duas vitórias em dois jogos e um ataque que marcou 12 gols. O Paulista jogou sua primeira partida e busca recuperação na próxima rodada. Mas ainda temos muitos jogos a serem disputados na primeira fase e tudo pode mudar.

E foi isso, o JOGOS PERDIDOS trouxe um campeonato não muito comum nas suas páginas, muito pela falta de consideração com que o futebol feminino é tratado, e sempre que tivermos a chance disponível entre as rodadas dos campeonatos masculinos traremos jogos do feminino aqui para vocês!

E logo mais tem mais...

Abraços

Fernando

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Do Blog do Torero

Dez respostas de Andrés Sanchez

(Eis aqui as respostas do presidente do Corinthians Andrés Sanchez. As perguntas foram enviadas por leitores e selecionadas por mim)

1-) Andrés, o que vc acha mais importante termos em 2010, ano do centerário do Corinthians: Um estádio ou uma equipe competitiva para conquista de títulos (no plural mesmo)? Grande abraço!
Carlos Patricio | carlospsjunior@bol.com.br | SBC - SP

AS: Se for possível, quero os dois para o Timão em 2010. Infelizmente, ter o estádio será difícil, já que ele não deve estar pronto até esse prazo. Caso dê tudo certo dentro do que estamos negociando, este deve ser finalizado em 2011 ou 2012. Estamos trabalhando aqui para ter, então, um time competitivo e que lute para a conquista de muitos títulos.


2-) Se o Kia Jorabichian, uma pessoa que se diz seu amigo, voltasse ao Brasil com uma nova proposta de parceria você aceitaria?
Marcelo | marceloarone@terra.com.br

AS: Por tudo o que foi questionado no Ministério Público e na Polícia Federal, é impossível aceitar uma proposta dessas.


3-) Prezado Andrés, muitos são os boatos, as histórias contadas sobre um estádio para o Timão. Sem rodeios, o que há de concreto nesse assunto? Em que ponto REALMENTE estamos? Um abraço, Joao Luis Amaral.
Joao Luis Amaral | joao_luis_amaral@terra.com.br | SP

AS: Fizemos uma carta de intenções com duas empresas: a Engesa e a Seebla. Fizemos alguns questionamentos e eles nos darão no próximo dia 30 de abril a resposta sobre a continuidade ou não do projeto. Tudo dependerá da obtenção de alvará, compra do terreno e outras pendências.

4-) O senhor declarou que a parceria coma MSI era um mal necessário e era muito próximo de Kia Joorabchian. A parceria com a MSI foi a grande culpada pelo rebaixamento do Corinthians?
David | davidhepner@uol.com.br | Corinthians |

AS: A parceria não foi a grande culpada pelos problemas enfrentados pelo Corinthians em 2007. O rebaixamento foi a última conseqüência de uma série de fatores desencadeados no clube desde 2004. Cada parte envolvida teve sua parcela de culpa, mas a maior culpada foi a diretoria, que não soube administrar o clube.

5-) O senhor é favorável a reuniões entre torcedores e jogadores, torcedores e dirigentes, e possíveis encontros entre torcedores e o senhor mesmo?
Rafael Molina Pacheco | rafaelmpacheco@globo.com | São Bernardo do Campo, SP |

AS: Sou favorável desde que esses encontros sejam saudáveis e com conversas amigáveis entre as partes. Isso faz parte da existência do Corinthians e o clube tem em sua essência os torcedores. Eles, juntamente com os nossos sócios, são o maior patrimônio que temos.



6-) Presidente Andres, se levarmos em conta a situação deplorável do nosso Corinthians no fim do ano passado, de onde vem o dinheiro para as contratações? Se já existia o dinheiro em caixa, porque não foram feitas no ano passado, pois duvido muito que com esse time, teríamos sido rebaixados.
Gustavo Esquive | gesquive@terra.com.br | São José do Rio Preto, SP |

AS: Dos 17 jogadores contratados para essa temporada, 12 aceitaram vir ao Corinthians a troco de salário. O William veio para compensar uma dívida que tínhamos com o Grêmio. Outros atletas, como o André Santos, o Acosta e o Douglas, chegaram ao Timão com valores pagos em parcelas. E para o clube obter dinheiro, foi necessário fechar as torneiras, contendo custos. As ações de marketing também têm nos ajudado na obtenção de recursos.

7-) Quanto que o Corinthians recebe por cada camisa "Eu nunca vou te abandonar"?
Gabriel C. Santo | gabriel_santo@ig.com.br | São Paulo - SP

AS: O Corinthians recebe R$7 por cada camisa da campanha vendida na loja localizada no clube (Poderoso Timão) e R$5 de cada camisa comercializada em outras lojas. Esse valor já livre de impostos.

8-) Por que a diretoria adotou a postura de fazer vista grossa sobre as contas de Dualib e Nesi Curi, contradizendo o discurso de campanha?
Victor Farinelli | vfarinelli@hotmail.com | Viña del Mar – Chile

AS: Nós não fizemos vista grossa para os problemas de Dualib e Nesi Curi. O caso foi entregue ao Ministério Público e, a partir disso, só a polícia é que pode tratar do assunto.

9-) Presidente, por que nas eleições do ano passado o senhor não aceitou uma chapa única a favor de Paulo Garcia para presidente, num momento em que o Corinthians disputava para não cair para a segunda divisão e precisava de união política?
David | davidhepner@uol.com.br

AS: Em primeiro lugar, a proposta de chapa única não tinha Paulo Garcia como candidato. Outras pessoas formariam essa possível chapa. Quanto à minha candidatura, esta foi uma decisão do Grupo Renovação e Transparência, do qual eu fazia parte. Nós fomos o grupo que brigou pelas saídas de Dualib e Nesi e todos votaram para um possível candidato. Eu fui o escolhido por eles e assumi a responsabilidade de tentar a presidência.

10-) Presidente, no futebol atual, quem anda de Mercedes e quem anda de Fusca?
Ton | ewbueno@bol.com.br | SP

AS: No futebol atual, Palmeiras e Fluminense andam de Mercedes. Os dois clubes têm o respaldo de grupos de investidores e, com isso, conseguem fazer investimentos maiores no futebol. O restante dos clubes do Brasil anda de Fusca.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Delírios de Carlota Dualib

Do excelente blog do André Kfouri.


O PREÇO DA HONRA

Carla Dualib aparece na coluna "De Prima", do Lance! de hoje, falando sobre o interesse do Ministério Público em sua gestão do marketing do Corinthians, e na ação (R$ 12 mi) que move contra o clube.

Aspas da publicitária: "Sou formada desde 1990. Trabalhei em grandes agências e fechei grandes negócios. Não sou uma amadora. Tenho que preservar minha honra".

Interessante.

Ainda que não signifique muita coisa, não creio que Dualib falte com a verdade sobre seu tempo de formada e currículo.

Mas estou certo de que ela está sendo sincera quando fala sobre "grandes negócios".

O maior deles foi o contrato com o clube administrado pelo avô. Há quem diga que o acordo era tão bom, mas tão bom, que Dualib (a neta) não precisava fazer nada além de embolsar comissões.

Independentemente de merecê-las.

Se for verdade, talvez seja um dos melhores contratos já firmados na história do marketing.

Fora do clube, ela pede R$ 12 milhões na Justiça, por intermediações.

Curiosa definição. Para Carla Dualib, honra tem preço.

Mas ela disse mais ao L!, sobre o avô, Alberto, ex-presidente afastado (por denúncias de corrupção) do Corinthians:

"É uma injustiça, depois de tantos anos de dedicação ao clube, quando ele abdicou de cuidar da família e do próprio patrimônio."

Agora Dualib (a neta) força a amizade.

As investigações do Ministério Público indicam que Alberto Dualib tratava o Corinthians como seu próprio patrimônio.

E como a publicitária bem sabe, tanto que quer provar na Justiça, ele não deixou de cuidar da família.

Ao contrário.

sábado, 12 de abril de 2008

A Máquina de Moer Craques

Reproduzirei um post do Blog do Torcedor do Corinthians da Globo.com.

E me desculpem a má educação, mas você que picha o muro do seu próprio time, desmoralizando o jogador que vc teria que torcer, vai pichar o &*@# da sua mãe de roxo!

A Máquina de Moer Craques



Peço desculpas pelo texto enorme. Mas acho que o tema merece. Leia abaixo umas mal traçadas sobre a vida e a morte de um craque – que acaba de fazer 18 anos de idade.

O que vc aí, maloqueiro, maloqueira, fazia da vida quando tinham oito anos de idade? Eu, deixa eu ver... coça, coça, coça.... ah: eu estava na segunda série da Escola Estadual Professor Demosthenes Marques. Lembro que eu gostava da pizza vendida na cantina durante o recreio e do sanduíche de aliche. Minha professora chamava Dona Lourdes. Na frente da escola tinha um boteco que vendia doces (abóbora, geléia, maria mole) e sorvete de massa daquelas máquinas que você escolhia o nome pela cor: mgroselha, uva, laranja. Só a cor mudava, o gosto era mais ou menos o mesmo. Na esquina tinha uma banca de jornal onde eu comprava gibi e do lado a loja da Dona Guiomar, que vendia os decalques que eu punha no trabalho da escola.
- “Pô Edsô, eu lá quero saber da sua infância, eu quero saber é do Corintia, meu!” vai dizer um Fiel mais popeiro aí.
Calma, mané. Estou dando a volta toda para dizer o seguinte:
O Lulinha entrou no Corinthians com 8 anos de idade.
Isso não é chocante? Um moleque com 8 (OITO) anos já entra num clube.
Eu estou até vendo: começa com o pai todo feliz e orgulhoso, pensando “Pô, este moleque joga bola”. Aí os amigos do pai, os vizinhos, os parentes. Pô, esse moleque joga bola.
Na escola, a molecada diz: “pô, esse moleque joga bola”.
Esta criatura ouve há pelo menos 10 anos – em sua vida que tem 18 – que joga bola pra caramba. Que é o tal. Passou pela peneira, fez do infantil pra frente ouvindo, todos os dias, alguém dizer: este moleque joga bola.
Se isso, por si só, não estragar a cabeça de alguém, eu jogo fora minha camisa autografada pelo Sócrates.
Quando fez 16 – dezesseis anos – a família assinou um contrato de três com o Timão. Já tinha empresário – que agora chama Agente Credenciado Pela FIFA. Quem procurou a família para se assenhorar da carreira do Lulinha foi o senhor Wagner Ribeiro.
Depois de ganhar tudo o que tinha direito no Terrão e virar o dono da bola na Seleção Sub-17, Lulinha chegou a auge. Ele tinha 17 anos. Isso faz um ano.
Há um ano, Lulinha foi elevado à condição de Maior Esperança de Revelação. A badalação começou em dezembro de 2007, às vésperas da Copinha, quando ele, já titular da 10 canarinho, foi apontado como “o cara” do Timãozinho.
Vinha de uma temporada em que tinha feito 27 gols em 26 partidas pelo Paulistinha. Depois veio o Sul-Americano Sub-17, em que ele gastou a bola.
Aí a porca começou a torcer o rabo. Na época o técnico do Timão era o Leão, treinador que detesto desde os tempos em que vestiu a nossa número 1. Mas, no entanto, porém, não posso deixar de reconhecer qualidades que, mesmo um cara que detesto, tem. Dia desses, numa dessas mesas redondas, Leão dizia que encontrou este ano no Santos um ambiente muito estranho, com alguns empresários reinando à beira do alambrado.
Talvez por isso, ele tenha resistido a subir o Lulinha para o profissional em março do ano passado. Parece que não gostava mesmo era de empresário com poder de mando no Departamento de Futebol do Corinthians.
No final de março, Wagner Ribeiro fez a seguinte declaração: "Nosso plano para a carreira dele é colocá-lo no time de cima do Corinthians, chegar à Seleção Brasileira adulta e depois atuar em uma equipe da Europa. Mas, se o Lulinha ficar fora do time profissional agora, nós vamos rever esse plano". Com uma multa rescisória de R$ 4 milhões, valor baixo para quem já era comparado a Ronaldinho, Ribeiro ameaçava abertamente o Corinthians, dizendo que tentaria vendê-lo antes mesmo de passar pelo profissional, caso Leão não subisse o moleque.
A pressão de Ribeiro valeu, Lulinha subiu para o profissional. Depois de 27 jogos, Lulinha fez o primeiro gol como profissional contra o Barras, em fevereiro passado. Para quem era artilheiro nas categorias de base, o resultado de sua primeira temporada no profissional foi pífio.
Em novembro passado, enquanto o Timão agonizava no Brasileirão, o agente da FIFA atacou de novo, com ajuda da imprensa. Começou a “aparecer proposta” de levar o moleque pagando a multa rescisória.
Real Madrid, Barcelona e Chelsea seriam alguns dos interessados. E é curioso ler as matérias da época: tudo sai assim no condicional, com “ria” - estaria interessado, teria vontade de comprar, teria enviado um emissário ao Brasil etc. Eu pergunto: a quem interessa este tipo de jornalismo?
De repente, o Lulinha – que não vinha jogando nada – começou a virar promessa de novo. E, num passe de mágica, o contrato que valia até 2009 foi refeito. Nova multa rescisória: R$ 92 milhões, com validade até 2012. Salário reajustado, 25% dos direitos federativos do próprio Lulinha e 75% do Corinthians. Ribeiro, que começou pedindo 40% dos direitos para si, foi curiosamente bondoso e aceitou este acordo.
Faz uma semana mais ou menos o Lulinha se escalou para entrar no jogo contra o Norusca. Devia estar passando um filminho na cabeça: ele esmerilhando, fazendo o gol, saindo carregado como herói da classificação do Timão no quadrangular final do Paulistão 2008. Seria a volta por cima.
Anteontem, uns espíritos de porco foram até o Parque São Jorge e escreveram o que uma parte da torcida anda pensando dele. Picharam o muro do lugar onde um garotinho de 8 anos de idade chegou um dia com um par de chuteiras na mão e a cabeça cheia de sonhos.
O texto certamente não fazia parte destes sonhos: Fora Lulinha!

Esta é a brevíssima história de como funciona uma máquina de destruir craques. Deixo aos jornalistas a tarefa de ir a fundo nesse caso que está matando o futebol brasileiro, literalmente, no nascedouro.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Do Blog do Citadini

http://blogdocitadini.blog.uol.com.br

O clube social no vermelho


Não são de hoje as críticas sobre a anômala situação de o Departamento de Futebol do Corinthians arcar com boa parte das despesas das atividades sociais do clube.Este permanente financiamento que o futebol suporta para o Clube social causa grande prejuizo ao esporte que é a razão a própria fundação do clube.Este quadro começou a ficar claro quando da parceria com a HMTF. Foi o Fundo americano que - para desencanto dos dirigentes corinthianos- começou a mostrar o "buraco do social".
Agora temos o publicação dos balancetes do meses de janeiro e fevereiro de 2008 e a esperança era que este vício estrutural do clube fosse alterado.Não é o que mostram os números mesmo após todo o esforço de cortes de gastos que a nova gestão fêz; corte de horas extras,demissão de pessoal, eliminação do desperdício, não conseguiram o tão almejado equilíbrio das contas. O clube social e os esportes amadores continuam dependendo do dinheiro do Departamento de Futebol profissional para "fechar sua contas". Enquanto o Futebol gerou um superavit de 1.136 m. o Clube Social é deficitário operacional em 1,907m., com um resultado fiscal de 2.718 m.
Isto ocorre com todo esforço do Social em cortar despesas e com o Futebol precisando fazer investimento para recuperar o elenco neste ano em que a chegada de novos jogadores é urgente. A perpectiva de termos - neste ano - um novo déficit do Social que venha ser suportado pelo Futebol é pior notícia destes balancetes.
Não tenho ilusão. Isto somente será resolvido com a completa separação do Futebol do Departamento Social. Qualquer outra alternativa será apenas para adiar a solução deste que é o maior problema estrutural do Corinthians. E destaque-se que os atuais dirigentes acreditavam que - com eles - o Social não daria prejuízo. Bastava ser bem administrado e sairíamos do vermelho.
Não é o que mostram os números.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Coelho e suas luvas.

Do Blog do Citadini

Um Kia sem Direção

Nunca achei que o Senhor Kia Joorabchian fosse o executivo que a Imprensa pintava. Moderno, brilhante, inteligente, sagaz e rico, tudo para mim era mais fruto do deslumbramento dele e da Mídia do que a realidade.
Portanto, nunca me surpreendia que aparecessem atos grotescos e até ruinosos para a parceria MSI-Corinthians, como o caso do imbróglio Nilmar-Lyon-MSI.


Sem querer listar exemplos para não ficar chato, lembro apenas deste que demonstra absoluta incompetência de tal gestor, que, por tabela, trouxe ao Corinthians um ônus tão grande que estamos pagando até hoje.


Mas, mesmo tendo a opinião que tenho, sobre Kia, confesso que não entendo essa renovação de contrato do jogador Coelho. Como agora é dito, em 2006, o Senhor Kia teria sido o responsável pela negociação da contratação do nosso lateral. Não consigo entender qual a vantagem que - Kia ou MSI - poderiam ter, ao fazer tão desarrazoado negócio. Afinal, pagar US$650 mil de luvas, um salário mensal de R$50 mil e, ainda, dar ao atleta 40% de valores em uma eventual transferência para outro Clube, é um acordo quase inacrediável.


Coelho é um bom jogador, sempre o tive em boa conta, faz bem o Corinthians em lutar para apoiá-lo. Porém, a bem da verdade, não era sequer titular quando da renovação de seu contrato, revezando-se em sua posição com pelo menos outros três jogadores.


Não vejo lógica pela qual Kia teria feito contrato assim. Nada ganharia. Um jogador de defesa com pouca possibilidade em obter boa transferência para o futebol europeu. Não havia nem assédio de outros Clubes para contratá-lo, já que o tal interesse do Santos era lorota pura, e até hoje é motivo de riso por parte de dirigentes santistas, que declaram nunca terem tido interesse no atleta.


Mas o que teria levado Kia a assinar um contrato com o maior valor de luvas já ocorrido nestes últimos anos no Corinthians e no futebol paulista? Não sei.


Sinceramente, não sei. Afirmam que foi por pressão do vice, Nesi Cury. Pode ser, pois ele já havia pressionado a HMTF para fazer um bom contrato com Coelho, quando este ainda atuava no juvenil. Mas, verdadeiramente, não encontro explicações para tão oneroso e irrealista contrato.


É mais uma daquelas “barbeiragens” do Senhor Kia em conseqüência da qual o Corinthians tem que arcar com o ônus.