domingo, 15 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Ficha do Jogo: Corinthians 4 x 1 Brasiliense
CORINTHIANS 4 X 1 BRASILIENSE
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 14 de junho de 2008, sábado
Horário: 16h10 (de Brasília)
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios e Almirdrovandro da Silva Lima (ambos de SE)
Renda: R$ 346.204,00
Público: 17.689 pagantes
Cartões amarelos: Lulinha (Corinthians), Bidu, Jóbson, Alex Alves (Brasiliense)
GOLS:
CORINTHANS: William, aos 17 minutos do primeiro tempo, Herrera, aos 21, Chicão (pênalti), aos 26, e André Santos, aos 45 minutos do segundo tempo
BRASILIENSE: Adrianinho, aos 47 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro (Carlos Alberto), Chicão, William e André Santos; Fabinho, Eduardo Ramos, Elias e Douglas; Herrera (Lima) e Dentinho (Lulinha)
Técnico: Mano Menezes
BRASILIENSE: Guto; Valdir, Fábio Braz, Aílson e Cabrini; Bidu (Moré), Jardel (Rodrigo Félix), Coquinho e Adrianinho; Jóbson (Juninho) e Alex Alves
Técnico: Alfinete
Vamo que vamo
Sem seus “vilões”, Corinthians bate Brasiliense e continua 100%
Paulo Amaral
São Paulo (SP) - Ainda sofrendo pela perda do título da Copa do Brasil frente ao Sport, o Corinthians voltou a campo neste sábado, no Pacaembu, para encarar a dura realidade diante do Brasiliense e seguir sua trajetória na Série B rumo à elite do futebol nacional.
Escalado sem os “vilões” Felipe e Wellington Saci, eleitos pela torcida como culpados pela perda do título, o Alvinegro transformou as cobranças em apoio nas arquibancadas e, com uma vitória por 4 a 1, chegou a 18 pontos, mantendo a liderança isolada e os 100% de aproveitamento na Segundona.
O principal destaque Alvinegro na partida foi, ironicamente, um jogador que não pôde participar da Copa do Brasil por problemas burocráticos: Douglas. O ex-meia do São Caetano foi o cérebro do time, criando as principais jogadas ofensivas do Timão e levando os defensores do Brasiliense à loucura.
Alessandro, escalado por Mano Menezes na lateral direita no lugar de Carlos Alberto, também fez a diferença pelo seu setor, especialmente no primeiro tempo. Foi ele, aos 17 minutos, quem cobrou escanteio com perfeição, na cabeça do capitão William, que só teve o trabalho de deslocar Guto para abrir o placar: 1 a 0 Timão.
A vantagem no placar fez ecoar pela primeira vez no Pacaembu o hit “Não pára, não pára, não pára”, que tanto ajudou o Timão na caminhada do vice- campeonato da Copa do Brasil. E o Alvinegro não parou. William, Eduardo Ramos, Dentinho e Elias tentaram ampliar a vantagem ainda no primeiro tempo, mas deixaram o grito de gol preso na garganta dos torcedores, graças ao goleiro Guto, que fez ao menos duas belas intervenções.
No campo ofensivo, o time do Distrito Federal pouco fez e só assustou o goleiro Júlio César em um chute forte de Jóbson, que ganhou duas divididas com a defesa Alvinegra antes de desferir um chute forte, cruzado, pela linha de fundo.
Queda, vaias...e resposta: O panorama do jogo ameaçou mudar na etapa final. O Brasiliense voltou com duas modificações e conseguiu uma leve pressão sobre o Corinthians, com quatro escanteios nos primeiros dez minutos, um deles cobrado diretamente para o gol, mas bem neutralizado por Júlio César.
Desatento, o Corinthians criou uma boa chance com Dentinho, que completou cruzamento de Herrera e acertou a rede, pelo lado de fora, mas viu seu rendimento cair vertiginosamente, provocando vaias da torcida.
Mano Menezes percebeu e mexeu no time, sacando os cansados Alessandro e Dentinho para as entradas de Carlos Alberto e de Lulinha. Foi a senha para a equipe acordar e definir o jogo. Aos 24 minutos, Herrera aproveitou jogada da direita e deslocou Guto: 2 a 0.
Logo na seqüência, em contra-ataque puxado por Lulinha, Herrera foi derrubado: pênalti, que Chicão cobrou com categoria ampliar: 3 a 0. Nos últimos minutos, André Santos puxou contra-ataque para fazer 4 a 0 e Adrianinho, na saida de bola, fez o de honra: 4 a 1 e manutenção de 100% dos pontos disputados na Série B.
Corinthians e Brasiliense voltam a campo no próximo sábado. Enquanto o Timão vai a Campinas encarar a Ponte Preta, às 16 horas, no Moisés Lucarelli, o Brasiliense terá pela frente o clássico regional diante do Gama, às 20h30, no Mané Garrincha.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Não foi
Mano acredita que arbitragem impediu Corinthians de ser campeão
Luiz Ricardo Fini, enviado especial
Recife (PE) - “Explicar uma derrota é algo horrível”. Foi assim que Mano Menezes demonstrou sua frustração pelo Corinthians ter deixado escapar o título da Copa do Brasil, na Ilha do Retiro. Mas o treinador encontrou uma explicação para a derrota por 2 a 0 para o Sport, na noite desta quarta-feira. Na visão do comandante, o que prejudicou o desempenho do Timão foi a arbitragem de Alício Pena Júnior, que teria “impedido” o Corinthians de ser campeão.
“Fomos quase proibidos de ganhar o jogo porque as diferenças de critérios foram tão gritantes que acabou empurrando uma equipe em cima da outra, mas todo mundo estava feliz com a escala deste árbitro aqui e, provavelmente, não era à toa”, reclamou.
O lance mais contestado pelo Timão foi um pênalti que Acosta teria sofrido no segundo tempo. O vice-presidente de futebol do Alvinegro, Mário Gobbi Filho, se junto ao treinador para cobrar o árbitro da partida.
“O Corinthians perdeu o título por erros próprios, mas também por um erro da arbitragem. Teve um pênalti claro que o goleiro fez no Acosta. O Alicio não tem mais condições de apitar jogos quando a casa está cheia porque ele é muito sensível ao que a torcida da casa quer. Não tiro também o mérito do Sport, que merece por ter feito uma campanha brilhante, mas o Alicio foi lamentável”, disparou o dirigente.
Mano Menezes, por sua vez, ainda supôs que o Timão esteja sofrendo influência por erros cometidos na administração anterior. “O Corinthians está pagando por alguma coisa que fez no passado. Vocês não sabem o que aconteceu em 2005? Vocês sabem de uma entrevista em que alguém assumiu uma condição de ter sido beneficiado em um título. Estamos pagando por isso. Provavelmente, no futuro, outros também paguem. Talvez até o Sport também pague”.
Na verdade, Mano se referiu a uma gravação telefônica, e não a uma entrevista. Em escuta realizada pela Justiça, o ex-presidente corintiano, Alberto Dualib, falava com desconfiança da conquista do troféu do Timão no Brasileiro de 2005.
O comandante alvinegro, porém, preferiu não se estender no assunto sobre o ex-presidente e voltou a falar que o Corinthians está sendo prejudicado durante toda esta temporada pela arbitragem. “Árbitro erra e acerta a favor de qualquer time, mas você não consegue nem encher uma mão com erros que tenham favorecido o Corinthians neste ano”
Apesar dos protestos que imperaram nos vestiários do Corinthians na Ilha do Retiro, Mário Gobbi descartou fazer uma reclamação formal junto à Confederação Brasileira de Futebol. “Quem tem de punir e submeter o árbitro a uma reciclagem é a CBF, não o Corinthians”, finalizou.
Será que vai pedir aumento de novo?
Depois de comer uva verde, Felipe engole frango na final
Recife (PE) - Apontado como um dos maiores ídolos do Corinthians, o goleiro Felipe foi um dos protagonistas na final da Copa do Brasil. O goleiro, que se destacou na competição comendo uvas verdes para provocar o Goiás, deixou a bola passar pelo meio de suas pernas no segundo gol do Sport, marcado por Luciano Henrique.
Quando o Timão consegiu a classificação nas oitavas-de-final vencendo o time goiano por 4 a 0, no Morumbi, o goleiro alvinegro sacou um cacho da fruta e deu uma volta olímpica vibrando junto com a torcida. Era uma resposta ao presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Hailé Pinheiro, que havia mandado sua equipe chupar uva roxa depois da vitória por 3 a 1 sobre os corintianos no jogo de ida. 'Chupamos uva verde, que é mais doce. Eu distribuí para a torcida também, não comi sozinho', comemorou Felipe na época.
Desde então, o ídolo provocador viveu momentos inconstantes na Copa do Brasil. Na fase seguinte, no jogo de ida contra o São Caetano, Felipe assumiu sua falha no gol marcado pela equipe do ABC. O goleiro foi salvo pelos dois gols do argentino Herrera, que garantiram a vitória por 2 a 1. Na partida de volta, o Timão venceu por 3 a 1 e chegou às semifinais.
Contra o Botafogo, mais uma vez Felipe apresentou uma falha decisiva. No jogo de volta, depois de o Timão ter perdido por 2 a 1 no primeiro confronto, o goleiro bobeou e permitiu que os cariocas empatassem quando a partida estava 1 a 0 para os corintianos, resultado que levaria a equipe para a final. No fim, o time paulista venceu o duelo por 2 a 1 e Felipe defendeu um pênalti, o que credenciou sua equipe para a decisão contra o Sport.
O que a torcida do Corinthians não esperava é que Felipe voltasse a falhar novamente em um jogo decisivo. Ainda que estivesse com a visão encoberta por Enílton, o goleiro não teve reflexos suficientes para rebater a bola chutada de longe por Luciano Henrique. Depois da partida, só restou o silêncio e a esperança de que, na Série B, dias melhores possam aparecer.
Ficha do Jogo: Sport 2 x 0 Corinthians
SPORT 2 X 0 CORINTHIANS
Local: Ilha do Retiro, em Recife (PE)
Data: 11 de junho de 2008, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Alicio Pena Júnior (Fifa-MG)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Milton Otaviano dos Santos (Fifa-RN)
Cartões amarelos: Durval e Enílton (Sport); Herrera (Corinthians)
Cartões vermelhos: Wellington Saci e William (Corinthians)
GOLS SPORT: Carlinhos Bala, aos 34, e Luciano Henrique, aos 37 minutos do primeiro tempo.
SPORT: Magrão, Diogo, Igor, Durval e Dutra; Daniel Paulista, Sandro Goiano, Kássio (Enílton) e Luciano Henrique (Everton); Carlinhos Bala e Leandro Machado (Roger)
Técnico: Nelsinho Baptista
CORINTHIANS: Felipe; Carlos Alberto (Lulinha), Chicão, William e André Santos; Fabinho, Eduardo Ramos, Alessandro e Diogo Rincón (Acosta); Dentinho (Wellington Saci) e Herrera
Técnico: Mano Menezes
Perdemos
Na pressão da Ilha, Sport vence Corinthians e levanta troféu
Luiz Ricardo Fini, enviado especial
Goleiro Felipe deixa a bola passar pelo meio das pernas no segundo gol do Sport
Recife (PE) - O Sport conquistou o título da Copa do Brasil na noite desta quarta-feira ao vencer o Corinthians por 2 a 0. A trajetória vitoriosa do clube pernambucano no torneio está diretamente relacionada ao caldeirão em que se transforma a Ilha do Retiro em cada jogo do Leão. Mais uma vez, a torcida rubro-negra foi fundamental para empurrar a equipe de Nelsinho Baptista.
Depois da derrota por 3 a 1 no Morumbi, na semana passada, o torcedor da equipe pernambucana lotou a Ilha do Retiro nesta quarta para incentivar o Sport, que assegurou justamente o resultado necessário para levantar o troféu. Aliás, o título da Copa do Brasil é inédito para o Nordeste, que voltará a ter um representante na Copa Libertadores.
Os gols da partida decisiva foram anotados no primeiro tempo. Carlinhos Bala abriu a contagem, e Luciano Henrique aproveitou falha incrível de Felipe para decretar o triunfo por 2 a 0.
Assim, o Sport conquista, enfim, um título nacional sem discussões, já que o troféu do Brasileiro de 1987 ainda é contestado pelo Flamengo. A campanha na Copa do Brasil de 2008 contou com seis vitórias na Ilha do Retiro.
No caminho até a taça, o Leão superou também clubes como Palmeiras, Internacional e Vasco, que sucumbiram à pressão no estádio. Já o Corinthians, que buscava o tricampeonato do torneio, volta agora suas atenções para a Série B, que sempre foi a prioridade do clube na temporada.
O jogo: Com a necessidade da vitória e empurrado pela torcida, o Sport começou o jogo concentrando as jogadas no sistema ofensivo. A equipe de Nelsinho Baptista usava o toque de bola para tentar encontrar um espaço na defesa visitante, mas demonstrou dificuldade para ameaçar a meta de Felipe. O Corinthians, por sua vez, apostava suas esperanças de ataque nos contragolpes. E foi assim que Herrera disputou bola com Magrão, que levou a melhor no lance.
Do outro lado, Leandro Machado trombou com a defesa corintiana na área, e Felipe segurou. Na resposta alvinegra, Alessandro cruzou da direita, mas Herrera não alcançou. O Sport, então, voltou a concentrar o jogo em seu ataque. Em uma das investidas, Dutra fez ótimo drible sobre Alessandro, mas errou o alvo no momento da finalização.
O nervosismo mostrado pelas duas equipes em campo deixou o jogo sem emoção, com raras oportunidades de gol. Assim, aos 25 minutos, o técnico Nelsinho Baptista realizou a primeira alteração no Leão. Enílton entrou na vaga do jovem Kássio. O time local continuou insistindo, sem encontrar espaços na defesa corintiana. Mas a persistência levou o Sport às redes.
Aos 34 minutos, Carlinhos Bala recebeu na área e chutou cruzado para abrir o placar em Recife. O gol acordou a equipe local, que passou a atacar com mais contundência e não demorou a ampliar a vantagem. Três minutos depois de o Sport inaugurar a contagem, Luciano Henrique aproveitou bola rebatida para chutar da entrada da área. A bola cruzou por Enílton e passou por entre as pernas de Felipe, que cometeu falha incrível. Os jogadores do Timão ainda reclamaram de irregularidade no lance, mas o árbitro considerou a jogada normal.
Com o placar adverso, o Corinthians se sentiu na obrigação de buscar o ataque. Depois de bola cruzada na área, Fabinho tocou para William, que chutou prensado perto da trave de Magrão. Sem alternativas, Mano Menezes fez duas mudanças no intervalo para mandar o Timão ao ataque. Diogo Rincón e Carlos Alberto deixaram o campo para as entradas de Acosta e Lulinha.
Apesar das alterações, o nervosismo atrapalhou o Corinthians no início da etapa complementar. E o Leão tentou aproveitar os espaços que começaram a aparecer na defesa rival. No primeiro lance de perigo da etapa, depois de troca de passes, Diogo arriscou batida perigosa, e Felipe espalmou.
Do outro lado, Herrera aproveitou bola alçada na área para cabecear, mas a bola saiu sem força. Pouco depois, em nova jogada pelo alto, Acosta mandou de cabeça, mas Magrão interceptou. Já o Sport cansou de desperdiçar contragolpes e se mostrou até acomodado em algumas circunstâncias.
Aos 22, Herrera dominou na meia-lua, girou e chutou rasteiro, facilitando o trabalho de Magrão. Na perigosa resposta do Leão, Carlinhos Bala fez excelente jogada individual, chegou à linha de fundo e cruzou para Luciano Henrique, que não alcançou. Para tentar dar mais movimentação ao time paulista, Mano tirou Dentinho para a entrada de Wellington Saci.
No entanto, Saci não ficou nem cinco minutos em campo. Em jogada na lateral de campo, o jogador se desentendeu com o adversário e foi expulso de campo. Mas, mesmo em desvantagem numérica, o Timão ainda criou ótima chance na seqüência. Lulinha recebe livre, na frente da meta leonina, e chutou rasteiro. Magrão fez excelente defesa.
Nelsinho Baptista, então, sacou Luciano Henrique para promover a entrada de Everton. Até o apito final, o Corinthians tentou pressionar o Sport, que respondia em contragolpes. Mas nenhum dos times mexeu no placar na etapa final e o troféu da Copa do Brasil fica na Ilha do Retiro. No último lance da partida, William ainda foi expulso.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Guerra
11/06/08 - 20h23 - Atualizado em 11/06/08 - 20h25
Entrada na Ilha do Retiro é tumultuada
Torcedores têm muita dificuldade para chegar aos setores do estádio
Joanna de Assis e Carlos Augusto Ferrari Enviados especiais do GLOBOESPORTE.COM, no Recife
A entrada das torcidas de Sport e Corinthians na Ilha do Retiro para a decisão da Copa do Brasil não foi fácil. Tumulto e empurra-empurra em todos os setores cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar
Queremos ingressos
11/06/2008 - 13h51
Torcida do Corinthians fecha rua, faz ameaça e cobra ingressos
Alexandre Sinato
Em Recife (PE)
Ainda faltam oito horas para o início da final entre Corinthians e Sport, mas o clima em Recife já preocupa. Na avenida Boa Viagem, em frente ao hotel da delegação paulista, a torcida alvinegra fechou a rua e parou o trânsito para cobrar mais ingressos para o duelo desta noite.
Os torcedores invadiram a avenida e deixaram o tráfego bastante complicado. Os motoristas que já buzinavam para atrapalhar o repouso dos jogadores do Corinthians, agora buzinam para tentar circular. "Pode buzinar, se não tiver ingresso ninguém vai mais passar", entoaram os alvinegros.
"Se o ingresso não chegar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar" e "Acabou a paz, essa cidade vai virar um inferno" foram os outros gritos cantados com maior freqüência pelos torcedores corintianos, que também xingaram o presidente do Sport, Milton Bivar, além de cantar o hino do clube paulista.
Segundo a previsão da diretoria do Corinthians, só em caravanas saíram de São Paulo 2,1 mil torcedores. Somados os fãs locais e os que vieram em vôos de carreira, esse número sobe consideravelmente. No entanto, o clube alvinegro recebeu apenas 950 bilhetes.
Andres Sanchez, presidente corintiano, disse na última terça-feira que pediu os 10% de ingressos a que o clube visitante tem direito com cinco dias úteis de antecedência, ou seja, dentro do prazo estabelecido por lei.
O Sport, por sua vez, argumenta que disponibilizou mais duas mil entradas além das 950 enviadas ao Corinthians. O público esperado para esta noite na Ilha do Retiro é de 35 mil torcedores. No duelo de ida da final, o time alvinegro venceu por 3 a 1.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Especial da Gazeta Esportiva - Ari e Pelé - 1958
Por Paulo Amaral
Fotos Fernando Pilatos / Gazeta Press |
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| Ari Clemente em dois momentos: acima, rindo em 2008; abaixo, com a bola nos pés, em partida do Timão contra o Comercial, no Paulistão de 1958 |
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Jeito simples, fala mansa e muita tranqüilidade. Essas são características atuais de um ex-lateral-esquerdo que carrega consigo há 50 anos o estigma de ser o homem que quase deixou Pelé de fora da Copa do Mundo da Suécia, a primeira vencida pelo futebol brasileiro e a primeira do então “menino-prodígio”, Edson Arantes do Nascimento.
No ano do cinqüentenário da primeira conquista canarinho, Ari Clemente recebeu a reportagem da Gazeta Esportiva.Net em sua residência, na zona norte da capital paulista. Cercado pela esposa, Elenita, com quem divide alegrias e tristezas há 44 anos, pelos três filhos e pelos seis netos - o mais novo deles já devidamente fardado com a camisa do Timão -, o ex-lateral-esquerdo do Corinthians reativou a memória para falar da fatídica jogada em que se envolveu com o “Rei”.
O incidente ocorreu no dia 21 de maio de 1958, uma quarta-feira chuvosa e fria, no estádio do Pacaembu. Dias antes de viajar para a Europa, a seleção brasileira encarou um amistoso contra o Corinthians. Venceu por 5 a 0, mas, por pouco, não perdeu aquele que viria a se transformar no grande nome da conquista na Suécia.
“Tem muita gente que ouviu dizer, mas não viu o lance. Não foi maldade. Até hoje estou com minha consciência tranqüila. Conversei com o Pelé e ele sabe que não foi por mal, tanto que, no lance, eu saí jogando e a bola só parou quando voltou ao ataque do Santos”, lembrou Ari. “O campo estava deslizando. O Pepe bateu a falta com força e o Pelé quis pegar de primeira. Fui cobrir e coloquei a perna, aí o Pelé chutou a trava da minha chuteira. Eu nem vi”, completou, com riqueza de detalhes.
Clemente não carregou para fora dos campos qualquer tipo de ligação com Pelé, mas garante que não foi o lance do amistoso que impediu uma aproximação maior com o Atleta do Século. “O Pelé é um grande empresário e, às vezes, não tem tempo nem para a imprensa”, argumentou, admitindo, na seqüência, que respirou aliviado ao ver que o garoto foi confirmado na delegação brasileira que foi à Suécia, mesmo contundido.
“A seleção que saiu daqui para ser titular foi mudada inteirinha, principalmente o ataque. Levaram 24 jogadores para a Copa, incluindo o Pelé, machucado. Sei que ele não participou dos primeiros jogos, mas, graças a Deus conseguiram levá-lo e deu tudo certo.”
O ex-jogador assegurou também que não sofreu qualquer prejuízo por conta da jogada e que só guarda boas recordações dos tempos em que habitava o mundo da bola. “O futebol me abriu as portas e me deu tudo o que tenho. Não é muito, mas dá para viver com minha família, que é o mais importante para mim”.
Nesta entrevista exclusiva, o ex-lateral-esquerdo conta mais detalhes de sua curta carreira (durou apenas 13 anos), joga por terra a lenda sobre uma possível “praga” de Pelé para que o Corinthians não ganhasse títulos enquanto ele estivesse na ativa, fala sobre o comportamento do “Rei” em campo, do momento atual do Timão e, claro, de sua atual paixão: a família.
Gazeta Esportiva.Net – Quais as lembranças que o senhor guarda da Copa do Mundo de 1958?
Ari Clemente - Só guardo alegrias. Eu estava em início de carreira. A gente vibrou demais, pois já tinha perdido a Copa de 50 (para o Uruguai, no Maracanã). O pessoal fala da seleção que jogou a Copa de 1982, mas a de 58 foi uma maravilha.
GE.Net – Dá para guardar alegrias mesmo sendo taxado como o homem que quase tirou o menino Pelé da Copa?
Ari Clemente - Tem muita gente que ouviu dizer, mas não viu o lance. Não foi maldade. Até hoje estou com minha consciência tranqüila. Conversei com o Pelé e ele sabe que não foi por mal, tanto que, no lance, eu saí jogando e a bola só parou quando voltou ao ataque do Santos.
Fotos Fernando Pilatos / Gazeta Press |
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| O lateral do Timão passou pelos anos de jejum |
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| Só conseguiu um título em 1966 pelo Bangu |
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| O mais novo de seus seis netos já é corintiano |
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| Com a família no bairro do Imirim, em São Paulo |
GE.Net – Mas como foi o lance? O que aconteceu realmente?
Ari Clemente - O campo estava deslizando por causa da chuva. O Pepe bateu a falta com força e o Pelé quis atravessar para bater de primeira. Fui cobrir o meio e coloquei a perna, aí o Pelé chutou a trava da minha chuteira. Eu nem vi o que tinha acontecido.
GE.Net – Ser lembrado durante 50 anos por causa dessa jogada específica é algo que o magoa?
Ari Clemente – Não, pois isso sempre ficou mais por conta da imprensa. Eu resolvi o assunto com o Pelé e cada um continuou com sua carreira. De vez em quando, alguém mais jovem lembra e fala que “o Ari quebrou o Pelé”, mas nunca tive qualquer problema por conta disso não.
GE.Net – Mas chegou a temer pela não participação do Pelé na Copa? Acompanhou mais atentamente a seleção por causa disso?
Ari Clemente - A seleção que saiu daqui para ser titular foi mudada inteirinha, principalmente o ataque. Levaram 24 jogadores, incluindo o Pelé, machucado. Sei que ele não participou dos primeiros jogos, mas, graças a Deus conseguiram levá-lo e deu tudo certo.
GE.Net – Como é seu relacionamento atual com o “Rei”?
Ari Clemente - O Pelé é empresário, não tem tempo nem para a imprensa direito. Tive oportunidade de falar com ele na época em que jogava, depois não mais, até porque nunca gostei muito de ir para Santos.
GE.Net – Reza a lenda que, depois de ser atingido, o Pelé teria falado para o senhor que o Corinthians jamais ganharia um título enquanto ele jogasse pelo Santos, algo que realmente se concretizou. O que há de verdade nisso?
Ari Clemente – Só o tabu, pois eu nunca ganhei do Pelé enquanto joguei. Essa história não passa de lenda mesmo. O Pelé nunca falou isso para mim ou para ninguém. Havia respeito entre os jogadores.
GE.Net – Mas ele era do tipo provocador dentro de campo, não era? Dava cutucões, pancadinhas sem bola...
Ari Clemente - Ele não era bobo, claro, mas nunca tivemos problemas. Ele era caçado e não era bobo. Se alguém ia pra quebrar, ele ficava esperto, mas o Pelé procurava jogar futebol. Apenas isso.
GE.Net – E a história de que ele quase foi contratado para ser seu companheiro de Corinthians? O que o senhor lembra sobre esse assunto?
Ari Clemente – Isso, se aconteceu, ficou mais entre os dirigentes, nos bastidores. Mas é claro que eu queria que o Pelé tivesse jogado conosco. Com ele ao lado, o bicho estaria sempre garantido (risos).
GE.Net – Pelé à parte, o senhor também teve uma experiência na seleção, em um amistoso contra o Paraguai. Por que não teve seqüência?
Ari Clemente - Joguei apenas uma partida, em 1961, na comemoração do terceiro aniversário da Copa de 1958. Era um combinado Palmeiras e Flamengo. Eu era do Corinthians, mas fui convocado, pois o Geraldo Scotto, do Palmeiras, se machucou. Tinha muita gente boa na época e, como estourei a virilha, acabei não voltando mais.
GE.Net – Depois de sair do Corinthians, como foi o andamento de sua carreira?
Ari Clemente – Fui jogar no Bangu e conquistamos o Carioca de 1966, em um Maracanã lotado. Encerrei minha carreira no Saad, de São Caetano, cinco anos mais tarde.
GE.Net – E o que fez depois de pendurar as chuteiras: desistiu do futebol?
Ari Clemente – Trago algumas amizades, como o Aladim, que sempre me visita quando está em São Paulo, mas sou uma pessoa mais caseira e não gosto de ir ao campo ou ao Parque São Jorge. Virei bancário. Trabalhei 22 anos no banco Safra, primeiro como recepcionista e depois como segurança do senhor Ezequiel Nasser. Agora estou aposentado, curtindo minha família, cuidando da minha esposa, que sempre segurou as pontas. Tenho que dar esse presente para ela até o fim da minha vida e vou dar.
GE.Net – Para finalizar: como o senhor analisa o atual time do Corinthians? Dá para ganhar a Copa do Brasil?
Ari Clemente – Sem dúvida. Com esse time nós estamos vibrando. Esse é o Corinthians de antigamente. Está maravilhoso. Pode até perder às vezes, mas perde correndo, lutando. Estou adorando mesmo e acredito que, quarta-feira, vamos conquistar mais um título.
domingo, 8 de junho de 2008
Ficha do Jogo: Barueri 1 x 4 Corinthians
Ficha técnica: Barueri 1 x 4 Corinthians
Barueri (SP) - FICHA TÉCNICA
BARUERI 1 X 4 CORINTHIANS
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 7 de junho de 2008, sábado
Horário: 16h10 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Assistentes: Nilson de Souza Monção e Rafael Ferreira da Silva (ambos de SP)
Cartões amarelos: Márcio Careca, Guaru, Alberto, Rodrigo Pontes (Barueri); Alessandro (Corinthians)
Gols: CORINTHIANS: Acosta, aos 10, Ávalos (contra), aos 21, e Lima, aos 28 minutos do primeiro tempo; Douglas, aos 17 minutos do segundo tempo; BARUERI: Márcio Careca, aos 20 minutos do primeiro tempo
BARUERI: Renê; Max Carrasco, Ávalos, Duílio e Márcio Careca; Rodrigo Pontes, Goeber, Flávio (Márcio Senna) e Guaru (Flavinho); Fernando e Thiago Humberto (Alberto)
Técnico: Emerson Ávila
CORINTHIANS: Felipe; Alessandro (William), Fábio Ferreira, Carlão e Wellington Saci; Nilton, Elias, André Santos (Everton Ribeiro) e Douglas; Acosta (Marcel) e Lima
Técnico: Mano Menezes





